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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

Feliz 2012.

Não me vou deter em palavras. Nem em lugares comuns. Nem muito menos em banalidades. A mensagem está passada. Sejam felizes. Partilhem. E Vivam. O hoje. O agora. O que passa. Eu e o Platonismo prometemos fazer o mesmo. Boas entradas a todos. E em sorrisos. O meu sorriso vai para todos vós. E, em especial para Norte, onde o vento uiva e vem e vai, vem e vai, vem e vai... Happy New Year| ;-) 
P.S. - Platonismo, hoje podes fechar a loja e...bom ano para ti também, companheiro de uma vida, amigo presente, pai e mãe pacientes. Encontramo-nos daqui a pouco. Até já. 

Personalidade política do ano. José Sócrates.

E a Figura do Ano do Platonismo Político é...José Sócrates. O antigo primeiro-ministro marcou, definitivamente, o ano político nacional. Primeiro, porque a orientação da política dos seus governos acabou por ser o último passo para o pedido de ajuda externa - tardio - do país. Depois, porque claramente foi José Sócrates o homem que segurou as pontas no último e derradeiro momento e evitou que a Nação declarasse bancarrota. Sempre fui muito crítica da acção governativa socrática. Muitos erros se cometeram, mas também outras decisões foram tomadas de forma séria. O avanço das grandes obras públicas, a negação do défice, o aumento da despesa, a criação de institutos e poleiros para os «caciques» partidários, a omissão das contas e a criação de programas na área da Educação e da Saúde que  não resultaram em nada e apenas serviram para gastar o dinheiro dos contribuintes. Porém, também houve apostas positivas. A aposta nas renováveis foi uma delas, o combate a alguns corporativismos em sec…

Abrantes. Em tempos idos.

DN de parabéns e em formato histórico.

Numa edição especial de aniversário, o DN chega hoje às bancas num formato bem diferente do habitual, o chamado Berliner. Vítor Bento, economista e conselheiro de Estado foi o convidado para dirigir a edição. Para guardar no baú da História Jornaleira.

2011: o ano do resgate.

2011 está a chegar ao fim. Como não podia deixar de ser, Platonismo faz um balanço político do ano que agora finda. E, confesso, a coisa, este ano foi longa...e penosa. O destaque vai, claro está, para a entrada do FMI em Portugal e no pedido de ajuda externa do Governo português. A demissão de José Sócrates na sequência deste facto já previsível, muito antes até de ocorrer, marca claramente um dos momentos mais relevantes do ano. Mas comecemos pelo princípio. Em Janeiro, Cavaco Silva revalidava o mandato em Belém, pela segunda vez. Em Março, José Sócrates pedia ajuda financeira e demitia-se. Nas ruas, a Geração à Rasca manifestava-se numa onda de movimentação nunca vista nos últimos anos em Portugal. E sem cunho sindical. Um feito. Em Junho, Pedro Passos Coelho era eleito Primeiro-Ministro de Portugal, num ambiente político, económico e social deveras débil. Pela primeira vez, cumpria-se o sonho de Francisco Sá Carneiro: Um Governo, uma Maioria, um Presidente. Só não o foi nos moldes…

«A esquerda tem culpa na situação em que estamos».

«A esquerda tem culpa na situação em que estamos».André Freire. Sociólogo. i

O paradigma teima em não virar.

Porque há irresponsabilidades que continuam. O paradigma não vira mesmo. O artigo desta semana junta a CP e as autarquias. Para ler na Agenda Setting.

A saga das dívidas.

Madeira: IVA máximo de 22%

Além do IVA, Alberto João Jardim, vê igualmente agravado na Madeira uma sobretaxa de 15% sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos. Não há portugueses de primeira nem de segunda. Há portugueses.

Dez anos de Euro.

«Ode à Alegria». É com o Hino Oficial da UE, extraído da 9.ª Sinfonia de Beethoven, composta em 1823, que assinalo os 10 anos de Euro. O poema exprime a visão idealista de Schiller, escrito por este em 1785, e partilhada também por Beethoven. E reflecte apenas o desejo para que a Humanidade se unisse pela fraternidade. Em 2001, havia uma nota de optimismo no ar que dava ao euro, enquanto moeda única, um papel unificador da Europa. Mas os líderes, foram - e são - fracos e deram-nos como herança a dívida crescente, a crise económica e financeira e as contradições políticas. São estas as verdadeiras marcas da moeda única em 2011. Ainda assim, parabéns Euro! Continuo a querer-te porque o escudo, esse, deverá permanecer enterrado nas catacumbas do Banco de Portugal. Pode ser que um dia, daqui a muitos séculos, a Fraternidade una o Velho Continente. Pode ser...

Península Ibérica. Um olhar diferente.

Diferentes áreas metropolitanas de Portugal e Espanha são visíveis numa imagem publicada pela agência espacial norte-americana NASA.Vale a pena contemplar.

Pensar Portugal

«Pensar Portugal é pensá-lo no que ele é e não iludirmo-nos sobre o que ele é. Ora o que ele é é a inconsciência, um infantilismo orgânico, o repentismo, o desequilíbrio emotivo que vai da abjecção e lágrima fácil aos actos grandiosos e heróicos, a credulidade, o embasbacamento, a difícil assumpção da própria liberdade e a paralela e cómoda entrega do próprio destino às mãos dos outros, o mesquinho espírito de intriga, o entendimento e valorização de tudo numa dimensão curta, a zanga fácil e a reconciliação fácil como se tudo fossem rixas de família, a tendência para fazermos sempre da nossa vida um teatro, o berro, o espalhafato, a desinibição tumultuosa, o despudor com que exibimos facilmente o que devia ficar de portas adentro, a grosseria de um novo-rico sem riqueza, o egoísmo feroz e indiscreto balanceado com o altruísmo, se houver gente a ver ou a saber, a inautenticidade visível se queremos subir além de nós, a superficialidade vistosa, a improvisação de expedient…

O desemprego galopante.

O mercado de trabalho não está a dar tréguas às famílias portuguesas. O número de agregados com ambos os elementos do casal no desemprego não parou de aumentar, desde que o Instituto de Emprego e Formação Profissional começou a recolher estatísticas sobre o tema, há um ano. Em Novembro, havia mais 5.649 casais naquela situação, o dobro do mesmo mês do ano passado.

Uma mensagem que não queríamos.

«2012 será um ano de grandes mudanças e transformações. Transformações que incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas». Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, mensagem tradicional de Natal.

Simplesmente...Feliz Natal.

A loucura de Natal.

2,5 milhões de euros. É quanto a CP estima que a greve dos trabalhadores em época natalícia custe à empresa. Na verdade, a decisão desta greve é do mais irresponsável que já vi, sobretudo quando é público que, esta paralisação em particular, poderia pôr em causa o pagamento a fornecedores, bem como outras obrigações, designadamente IRS e Segurança Social, uma vez que estes compromissos são assegurados com receitas de bilheteira. A greve é um direito consagrado na Constituição. Mas nos tempos que vivemos há responsabilidades maiores. Sobretudo se pensarmos que desde Fevereiro, as greves na CP já causaram um prejuízo acima dos dois milhões de euros, de acordo com a transportadora. Ou provavelmente sou eu que estou a dar em louca. Depois, quando não há fundo para pagar salários a tempo e horas, queixam-se, não é?

Sobreiro é Árvore Nacional de Portugal

«Aos 21 anos, André Wilson da Luz Viola, tem como função ser motorista da Secretaria de Estado da Cultura, ganhando por mês 1.610,01 euros (brutos). É uma das nomeações do actual governo. O mais curioso é que, quando o seu contrato foi publicado pela primeira vez no site do governo, apresentava um salário de 1.866,73 euros. Para se ter uma ideia da discrepância, ao serviço do primeiro-ministro existem motoristas a ganhar 675,78 euros (brutos)».
Retirado do Blogue «Má Despesa Pública».

A frase

«Só quando desbloquearmos os obstáculos à economia é que iremos crescer e conseguir que os nossos filhos fiquem em Portugal».  Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia.

Que ardam no Inferno. O mau feitio da AC não faz tolerância de ponto no Natal.

Como os tempos são de bonança, são boas as notícias que me chegam à mão. Depois de o Governo decidir não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos no Natal e no Ano Novo (como é óbvio!!!), somam-se os municípios por esse país fora, entre eles Lisboa, que vão dispensar os trabalhadores por uma ou duas tardes ou por um dia. Santarém, Coimbra, Viana do Castelo, Oliveira do Hospital, Portalegre, Marvão, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Peniche, etc., etc. Já não falo dos Açores, onde o Governo Regional «rosa», liderado por Carlos César, contra a orientação de Lisboa, decidiu também conceder tolerância de ponto por estes dias. Ao contrário do que muitos autarcas «boys» e «girls» têm dito, são precisamente os funcionários públicos que, com a assinatura do desgoverno dos últimos 30 anos, contribuíram para a falta de produtividade e competitividade nacionais. Desculpem o desabafo mas...quero que esta gente toda «arda no Inferno». E nem em tempo de Consoada o mau feitio da A…

O Natal da Província não era só do Eça.

Estamos no Natal. Com algumas sensações estranhas pelo meio. O meu vai ser assim. Para ler na Agenda Setting.

Sinais de uma Europa decadente.

Este alinhamento do site do Expresso, se não desse para chorar, dar-me-ia seguramente uma boa gargalhada. Sinais dos tempos.

Big Brother is watching you.

É oficial. Os serviços do Ministério da Saúde não vão ter acesso a informação sobre os rendimentos dos utentes para decidir se estes estão isentos das taxas moderadoras por motivos económicos. Será a Direcção-Geral de Impostos que irá analisar os requerimentos feitos pelos cidadãos e informar os hospitais e centros de saúde se estes estão em situação de insuficiência económica. E está já em marcha no ministério de Paulo Macedo a elaboração de um registo nacional com os utentes isentos. Agora para se provar que é pobre, temos de ficar nus. Só tenho uma coisa a dizer: «Big Brother is watching you».

Bombeiros falidos...há pelo menos um ano.

Há pelo menos um ano, que os bombeiros alertam para a falência. Ninguém ouviu. Ninguém quis saber. Mas com esta manchete, e para quem ande a dormir, fica a ideia de que é uma grande novidade. Resta saber até que ponto ficam as populações em risco.

A miséria a que a Europa chegou.

Fonte: Público.

Platonismo decreta (tarde, eu sei) o fim do estado de graça de Passos.

Por mais que queira, todos os dias, quando acordo e passo os olhos pela imprensa do dia, deparo-me com barbaridades de gente irresponsável. Eu quero acreditar. Quero. Mas há dias que não é possível. Um primeiro-ministro que sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos é um governante insensível. O período de «estado de graça» acabou, há muito, bem sei. Para mim, acabou hoje.

Belo futuro. Siga.

Fonte: DN.

O Tejo. E Lisboa a seus pés.

Setembro de 2009.

Simplesmente, Cesária.

Cesária Évora: a diva que levou Cabo Verde ao mundo morreu hoje.

Figo e Portugal.

«A política não me interessa. Deixou de me interessar. Apoiei um candidato porque, na altura, achei que era a pessoa adequada. Não que eu seja do partido a, b, c, ou d, mas pensei que ele poderia ajudar Portugal a crescer e a melhorar as coisas. Errei. Enganei-me, como se enganaram milhões de portugueses que votaram nele. Mas eu, por ser figura pública, tive consequências disso. Hoje ninguém acredita nos políticos, há uma descredibilização total, aqui, em Espanha ou em Itália, é igual. Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto - eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho». Luís Figo. Público.
P.S. - É bom vê-los a zarpar quando a coisa por cá começa a correr mal. É o patriotismo nacional.

A destruição cultural prossegue. A bom ritmo.

O país está a emagrecer em tudo. Já sabemos. E vamos saber ainda melhor, na prática, nos próximos anos. A Cultura é uma das áreas que continua a ser colocada na linha zero do investimento. Mas, saber que o secretário de Estado da Cultura defende a assunção de certas áreas da cultura pelo Ministério da Economia, entre elas o  cinema e o património, está tudo dito. Só não se entende a razão pela qual se presta Francisco José Viegas a este papel de vassalagem perante Pedro Passos Coelho. Para além de contribuir para a morte da Cultura, Viegas está a conseguir colocar em causa todo o pensamento que lhe era conhecido sobre as políticas culturais do país. Triste.
P.S. - Não é preciso nenhuma mente iluminada explicar nada. É Álvaro quem tem a tesoura para o corte. Mas, arrepio-me, cada vez que penso que...o cinema...vai parar às mãos de um homem que não sabe o que isso é.

O cartaz que faltava.

Keynes VS Hayek

Lixo.

Goste-se ou não, ele é sempre um sucesso. Ontem mostrou porquê.

Felicidade.

«Viver é ser feliz. O resto é vivar, vivir, vovir, vuvur e mais o catano que lhe quiseres chamar. Tudo o que não seja viver com felicidade não é, sequer, viver. Manda as obras-primas para o raio que as parta. E aprende a ser genial como o Fernando que foi pessoa e não como o Fernando Pessoa. Ser pessoa custa muito mais do que ser génio. Ser pessoa – e viver como pessoa – é muito mais genial do que qualquer livro ou pensamento que possas criar. Ser pessoa é difícil comó caneco. E tu és asno comó caneco se ainda não o entendeste». Pedro Chagas Freitas. Sempre brilhante. Sempre com a capacidade de me fazer sorrir. ;-) E vocês, estão à espera do quê?

Como é que é? Em choque.

«Nem Salazar se atreveu a tocar no feriado de 5 de Outubro. Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro fazem parte da nossa identidade. Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro.Trata-se também de uma medida contra um direito que o povo português conquistou, que é o direito ao lazer, o direito a gozar os seus feriados. Nós não somos escravos». Manuel Alegre.

Live Forever.

(...) I'm gonna live forever | I'm gonna cross that river | I'm gonna catch tomorrow now (...) Segue directamente para o Universo de Estrelas, onde pontifica uma que brilha mais que todas.

A serenidade que herdei de ti.

«Este sou eu. Venho para desafiar as leis dos homens. E dos animais. Guardo da infância diálogos inacabados. Imagens que se apagam na observação do que serei. Estas são as minhas máscaras. Apago o rosto e esqueço o corpo. A infância é um animal de estimação. Um animal que cresce comigo na incerteza e no medo. Uma imagem sem fim: o medo. A mutilação dos corpos é uma vingança. São brincadeiras humanas à beira da destruição. O meu pensamento animal por tudo o que é humano». Porque adoravas o Fernando Esteves Pinto e a sua mágica poesia.

Passou um ano. De saudades e memórias.

‎ 15 de Dezembro de 2010 – 15 de Dezembro de 2011. Um ano sem ti. Não houve um dia que não te olhasse. Que não resgatasse o teu sorriso. As palavras já foram ditas. Hoje é um dia difícil. Porque a data é o menos importante mas, na verdade, datas são datas. E não conseguimos escapar-lhes. «Por que chora o homem? Que choro compensa o mal de ser homem?», dizia o Carlos Drummond Andrade. Chora-se e pronto. A Marguerite Yourcenar deixou-nos a máxima de que «só se possuem eternamente os amigos de quem nos separamos». Não há verdade maior. E também não há dia que não me lembre de ti. Em todos os minutos sinto saudades. E em todos eles também se cumpre esta cumplicidade que trazias sempre no olhar que me deitavas. Fazes-me falta, Carlos. Mas continuo a «ter-te» todos os dias. No mais preciso e impossível de roubar: a memória. *ac@carlospintocoelho*

Alves Redol. Uma homenagem no centenário do seu nascimento.

Douro - 10 anos de Património da Humanidade

Hoje fez-se História.

Os trabalhadores independentes que trabalham «exclusivamente ou quase exclusivamente» para uma única entidade patronal vão passar a ter direito a subsídio de desemprego. O anúncio foi feito, hoje, pelo ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares. Num tempo em que as notícias são todas más, há que realçar uma medida inédita como esta. Quer queiram, quer não, o avanço social vai ficar associado à Direita (se é que ainda se pode falar ideologicamente). E retoma-se a justiça social pela mesma mão que a tirou – nos tempos do «cavaquismo».  P.S. – Fui até há pouco tempo um «falso» recibo verde. Sei o que é não ter protecção social em caso de desemprego, em particular, e em todas as situações em geral. Por isso hoje a História regista uma pequena vitória. A guerra, essa, só será vencida quando os papelinhos verdes forem queimados na fogueira. Para sempre. *ac@país*

Moderação? Onde?

Já não há cadáveres para retirar do armário. Actualmente, estão todos cá fora. À vista. Só não sabemos o que fazer com eles. A crónica desta semana na Agenda Setting é sobre umas tais taxas, que dizem, são moderadoras. Moderadoras, uma ova!!!Para leraqui.

Património imaterial. Preservar é o caminho.

A necessidade de preservar o património imaterial e os casos de sucesso - que muitos não conhecem - foram temas em debate, ontem, no Museu de Etnologia. Ultimamente o património imaterial anda nas bocas do mundo. Mas é fundamental compreendê-lo para que seja resgatado do esquecimento de um país em queda. Para ler aqui.

Menu Crise.

Direcções engraçadas.

Uma boa notícia.

Parabéns, Manoel de Oliveira. 103 anos.

Avaria de Estado.

Aguiar-Branco, ministro da Defesa Nacional, retido na Mauritânia. Motivo? Avaria do Falcon, o avião de Estado que já tivera tido problemas técnicos com Cavaco e José Sócrates. O ministro diz que é...uma «avaria normal». Importa-se de repetir? Uma avaria é normal? Recorde-se que a frota de aviões Falcon 50, habitualmente utilizada para o transporte de governantes e chefes de Estado, tem já mais de duas décadas (dois foram adquiridos em 1989, um em 1991), têm capacidade para 10 passageiros e três tripulantes e foram comprados para serem utilizados durante a primeira presidência da União Europeia, em 1992.

Da Rússia. Com amor.

Milhares de russos saíram à rua este sábado para exigir a demissão do primeiro-ministro Vladimir Putin. Numa resolução aprovada em comício, os manifestantes exigiram a anulação das eleições parlamentares do último domingo e uma investigação isenta ao processo eleitoral. Porque a coragem ainda existe no país de Putin.  Foto: Luke Mcgregor. Reuters.

O aviso papal

O papa Bento XVI pediu, este domingo, aos cristãos que não se distraiam com as luzes e as «habituais mensagens de tipo comercial» do Natal e que dêem o valor adequado às coisas. Pois que, para estes lados portugueses, o nosso querido Papa pode ficar descansado. Nem Luzes nem compras. Acabou-se a grande fartura.

18 de Maio. Estádio do Dragão.

UE dividida. Mais que nunca. E condenada ao fracasso.

O fracasso chegou às cinco da manhã. Os líderes dos países da União Europeia falharam um acordo para a revisão do Tratado de Lisboa, destinada a incluir um novo pacto orçamental, obrigando os 17 membros do euro a avançar para o mesmo objectivo com um acordo intergovernamental.A divisão europeia ficou bem patente ao longo de toda a madrugada. Nada de novo. O  abandono da revisão do Tratado abre agora caminho para uma nova cimeira para salvar o euro da desintegração. Como disse esta manhã na TSF o especialista em Assuntos Europeus, João Pedro Simões Dias, «acaba de nascer a Europa a duas velocidades». Triste.

Açores. O discreto incumpridor.

O Governo regional dos Açores decidiu conceder tolerância de ponto, na tarde do dia 23, sexta-feira, para os funcionários públicos regionais dos Açores. É por estas e por outras que me dá vontade de esquecer os arquipélagos enquanto parte integrante do País. Invocam sempre a autonomia, não é? Por mim, dava-lhes a independência para sempre. E que se amanhassem sozinhos.

SCUT a pagar. Dia 1.

«Como provar a Vida». Por MEC.

«Com a idade, como castigo dos excessos da juventude mas também como consolação, começa-se a provar as coisas que dantes se consumiam sem pensar. Até quase morrer de uma hepatite alcóolica eu bebia «whiskey» como se fosse água: o «uisce beatha» gaélico; a água da vida. Agora, com o fígado restaurado por anos de abstinência, apenas provo.Suspeito que seja assim com todos os prazeres - até o de acordar bem disposto ou passar um dia sem dores ou respirar como se quer ou não precisar de mais ninguém para funcionar. Parecem prazeres pequenos quando ainda temos prazeres maiores com os quais podemos compará-los. Mas tornam-se prazeres enormes quando são os únicos de que somos capazes.Sei que a última felicidade de todos nós será repararmos no último momento em que conseguimos provar a vida que vivemos e achá-la - não tanto apesar como por causa de tudo - boa»- Miguel Esteves Cardoso.

Alegre triste com a Europa dominada.

«Miguel Torga e Natália Correia tinham razão, quando avisaram que a Europa, tal como estava a ser construída, iria desembocar no triunfo do poder financeiro e no imperialismo de um novo eixo franco-germânico. Ele aí está, com Sarkozy a fazer o papel de capitulacionista e Merkel a realizar o sonho de uma certa Alemanha: dominar a Europa». 
Manuel Alegre. DN.