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Momento «Em nome de ti, ALA», dia 129.


Momento «Em nome de ti, ALA», dia 129: «Não tenho o menor respeito pelas resenhas de jornal sobre livros. Não me interessam nada, nem aquele sistema de estrelinhas, que é completamente imbecil. Se os livros fossem publicados anonimamente, resolvia-se muita coisa. Claro que tenho orgulho no que fiz, e se me perguntarem "acha que alguém escreve como você?", eu seria hipócrita se dissesse que achava que havia. Recentemente li uma entrevista do Mário Cláudio, que é uma pessoa de quem gosto, a dizer que ele era mais fácil de imitar, que tinha muitos epígonos. Não é uma questão de facilidade. O Joyce é fácil de imitar? Não é! O Conrad é fácil de imitar? Não é! Quem é que o Faulkner começou por imitar? Foi o Joyce e o Conrad. É muito mais fácil de imitar escritores mais facilmente digeríveis. Como também não estou de acordo quando ele diz que não há poetas. Acho que a  nossa poesia é muito melhor do que a nossa prosa e não é inferior à poesia americana que me parece sem igual no século XX. Isto é a minha opinião, não sou crítico, embora leia o mais que posso».

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