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Saudades com sabor a Polónia.


Chegou-me assim, numa sexta-feira outonal, que mais parecia de Inverno, com a mensagem: «Depois de termos passado por Auschwitz pela quinta vez, achamos que havia energias a repor. Chocolates polacos, vendidos à beira de estrada a caminho de Cracóvia, por uma idosa de 75 anos, e com embrulho ainda mais sublime do que aqueles que se compram nas ilustres lojas das capitais europeias. Esperamos que os saboreies da mesma forma que nós, ainda e sempre em recuperação deste terror que, passadas tantas décadas, continua a povoar almas inquietas. Como a tua e as nossas». Abro a pequena caixa quadrada, em tons de magenta, embrulhada num comovente laço amarelo torrado, ao mesmo tempo que a chuva bate na janela, como que pedindo socorro. São estes e tantos outros os sintomas de quem tem, cada vez mais, amigos emigrados, lá longe. Ou quem sabe...sempre tão perto. Só temos uma alternativa: abraçar os afectos, cravá-los em nós, como se fossem um bem imprescindível que nos ajuda a combater as saudades 

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