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Miguel Macedo e a falta de solidariedade dos seus pares.

Foto_Público

A demissão de Miguel Macedo da tutela do MAI, que aconteceu este domingo ao início da noite, é tudo menos surpreendente. O pesadelo dos vistos Gold e o caso que trouxe um terramoto ao seu gabinete na semana passada, provocou como refere o ministro demissionário uma mancha na sua «autoridade política», tendo em conta o envolvimento de pessoas «que lhe são próximas nas investigações que estão em curso e que visam alegados casos de corrupção» na atribuição dos vistos dourados. Ainda muita tinta (e cabeças) irá rolar no processo e o futuro e o tempo explicarão se Miguel Macedo esteve ou não envolvido. Seja como for, e ante um Governo frágil em líderes de tutelas, o até agora ministro da Administração Interna (a par de Paulo Macedo) era das poucas caras que representava alguma seriedade no elenco de Passos Coelho. O que é mais triste é que o primeiro-ministro, mais uma vez, deixou o seu irrevogável vice-primeiro-ministro e a restante pandilha do Caldas defender o programa dos Vistos Gold como se Macedo não existisse. É Portas quem deu cabo e continuar a destruir o pouco que resta deste Executivo. Se é que alguma vez houve torre sustentável. Um dia a História escreverá sobre Portas e iremos todos comprovar em como as ambições do homem das sete vidas arrastou um país para a lama. 

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