Avançar para o conteúdo principal

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 308.


Momento «Em nome de ti, ALA», dia 308: «Estamos em paz um com o outro, agora, e sucede-me sentir-lhe a presença, o cheiro do tabaco de cachimbo, o cheiro do que ele punha no cabelo, sucede-me sentir-lhe a voz, os passos, a maneira de subir as escadas a duas e duas, sentir, não me julguem idiota, que nos compreendemos muito melhor hoje em dia, ao ponto de, volta na volta, me saírem pela boca frases que não são minhas».



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Autárquicas 2017: o papel dos independentes

Um primeiro-ministro à altura da tragédia

«O país partilha um sentimento de luto nacional e um grande sentido de unidade. A quem perdeu familiares e amigos, a nossa solidariedade», escreveu António Costa, na sua conta no Twitter
Há momentos dolorosos de um primeiro-ministro. Este, sei-o bem, é um deles. 
A imagem, essa, diz tudo.

Sinto-me miserável

Não devia hoje falar sobre a tragédia que aconteceu em Portugal este fim de semana. Mas sinto que preciso abordar o tema.
Em primeiro lugar porque há todo um país a chorar os seus mortos. O que aconteceu em Pedrógão Grande parece saído de um filme de terror.
As imagens, os sons do silêncio e o desespero de quem perdeu os seus fazem-nos sentir, à distância, miseráveis. Eu, confesso, sinto-me miserável. Como testemunha. Como impotente. 
É certo que muita coisa podia ter sido feita para aliviar o drama.
Contudo, o conjunto de fatores climáticos únicos e extremos que se encontraram ao final do dia de sábado, mudaram o percurso da história.
Em Abrantes viveu-se o mesmo fenómeno. Eu própria, durante duas horas, assisti a tudo.
Um céu negro que se formou lentamente, relâmpagos de terror e a formação de ventos muito fortes conduziram a momentos dramáticos e de reviravolta no incêndio de São Miguel do Rio Torto.
Isto mesmo comprovaram as autoridades. Das poucas certezas dadas, há uma que é inequí…