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Herberto Helder. R.I.P.

Foto: Público
Era um dos meus favoritos. Deliciava-me com os seus poemas, com a sua arte de escrever, sem modos, com maneiras, livre, sempre livre e inquietante.E há melhor forma de lembrar um gigante do que com o que de melhor nos deixou? «Se o conhecimento é uma forma de escrita, mesmo sem palavras, uma respiração calada, a narrativa que o silêncio faz de si mesmo, então não se deve escrever, nem mesmo admitindo que fazê-lo seria o reconhecimento do conhecimento. Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente».

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