Avançar para o conteúdo principal

Imigração ilegal. Um problema europeu e não apenas italiano.


Todos os dias sabemos que há mais uma embarcação que naufraga. Todos os dias centenas de pessoas, à procura de uma vida melhor na Europa, tentam a sua sorte, em embarcações que, muitas vezes, têm o destino da morte traçado. A imigração ilegal que tem assolado o velho continente nos últimos anos é um problema europeu, e não apenas italiano, ao contrário do que disse uma responsável da Comissão Europeia, na semana passada. Este domingo a tragédia assumiu outros contornos. Setecentos. Sim, 700. É o número de pessoas desaparecidas no Mediterrâneo depois de uma embarcação onde viajavam com destino a Itália ter naufragado a 60 milhas da costa da Líbia. O mais dramático é que o movimento não vai parar. As guerras civis em África, o ébola ou simplesmente o sonho de uma vida digna a norte no mapa mundi, são razões mais do que suficientes para qualquer um daqueles seres partirem correndo riscos terríveis, e que só a condição humana é capaz de suportar. O que faremos com estas pessoas? Como as integraremos? Que futuro dar-lhes? São perguntas para as quais não há respostas, por ora. E o mais chocante é ver que a Itália está, também por agora, sozinha na luta, contando apenas com ajudas de ONG’s e algumas tropas europeias. A União Europeia não pode lavar as mãos do problema, assim de forma frívola e vil. Porque todos nós, europeus, temos a responsabilidade de ajudar a dar resposta a este drama humanitário e social. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Autárquicas 2017: o papel dos independentes

Um primeiro-ministro à altura da tragédia

«O país partilha um sentimento de luto nacional e um grande sentido de unidade. A quem perdeu familiares e amigos, a nossa solidariedade», escreveu António Costa, na sua conta no Twitter
Há momentos dolorosos de um primeiro-ministro. Este, sei-o bem, é um deles. 
A imagem, essa, diz tudo.

Sinto-me miserável

Não devia hoje falar sobre a tragédia que aconteceu em Portugal este fim de semana. Mas sinto que preciso abordar o tema.
Em primeiro lugar porque há todo um país a chorar os seus mortos. O que aconteceu em Pedrógão Grande parece saído de um filme de terror.
As imagens, os sons do silêncio e o desespero de quem perdeu os seus fazem-nos sentir, à distância, miseráveis. Eu, confesso, sinto-me miserável. Como testemunha. Como impotente. 
É certo que muita coisa podia ter sido feita para aliviar o drama.
Contudo, o conjunto de fatores climáticos únicos e extremos que se encontraram ao final do dia de sábado, mudaram o percurso da história.
Em Abrantes viveu-se o mesmo fenómeno. Eu própria, durante duas horas, assisti a tudo.
Um céu negro que se formou lentamente, relâmpagos de terror e a formação de ventos muito fortes conduziram a momentos dramáticos e de reviravolta no incêndio de São Miguel do Rio Torto.
Isto mesmo comprovaram as autoridades. Das poucas certezas dadas, há uma que é inequí…