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Semana D para a Grécia?


É uma semana dura, que promete aquecer os ânimos entre os credores e a Grécia. Meses depois, chegamos ao ponto de rutura onde nenhuma das partes está mais disposta a ceder. Se por um lado é corajosa a posição do governo grego (com muitos erros pelo meio, não só ao nível da negociação mas também reveladores de uma impreparação natural de quem chega ao poder repleto de sonhos e esperança) em não ceder ante uma Troika intransigente, sabemos igualmente que do lado dos financiadores a paciência já se acabou. Uma coisa é certa, ao contrário dos que acham que uma eventual saída da Grécia da zona euro já não faz mossa nos restantes países do Euro, desenganem-se. O contágio será uma realidade e talvez seja mesmo necessário o exemplo do «mau aluno» para que a União Europeia acorde de vez e repense a raiz da integração europeia. É certo que vivemos tempo em que os países não podem viver como se não houvesse amanhã, sendo que sempre defendi a sustentabilidade própria de cada economia europeia. Mas uma coisa é promover uma União Económica e Monetária equilibrada e equitativa proporcionalmente. Outra, bem diferente, é exercer um totalitarismo sem limites como se na UE-28 apenas os velhos do Eixo fossem importantes. Seja qual for o desfecho, precisamos de paz, de crescimento, de SOLIDARIEDADE entre e para com os povos. E a União tem feito tudo menos cumprir as bases da sua fundação.

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