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Corrupção. Malha aperta-se, mas eficácia pode não ser a esperada




A notícia, avançada esta segunda-feira pelo DN, dá conta de uma malha cada vez mais apertada para quem prevarica. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) vai criar em 2016 uma ferramenta informática - «que liga Ministério Público, bancos e seguradoras - que permite uma comunicação automática e em tempo real de depósitos bancários que levantem suspeitas de lavagem de dinheiro». É certo que uma medida como esta irá, em muito, fazer soar as campainhas de alarme. O limite atual para que a suspeita seja real são é cinco mil euros (em depósitos) e, de acordo com o mesmo jornal, a partir de 2017, mil euros é o que basta para que soem os alertas. É verdade que uma medida tão «fechada» impedirá eventuais crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Contudo, com o cerco tão apertado, também é seguro que o cuidado de quem contorna a lei, será redobrado. E pior: transferências de mil euros são aos milhares (para não dizer aos milhões). Haverá campainhas que cheguem no MP para dar conta de tanto falso alarme, se a medida chegar a concretizar-se? É controverso e um «pau de dois bicos», como diz a expressão popular. Veremos se a sua eficácia será proporcional à intenção.

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