Avançar para o conteúdo principal

Gala Antena Livre/Jornal de Abrantes 2016. O reconhecimento dos melhores no país tantas vezes esquecido.




Esta sexta-feira, 6 de maio, Abrantes viveu novamente um momento único. Único para a região, para o país e para o desenvolvimento de uma sociedade que se quer rica e multicultural. Falo da Gala Antena Livre/Jornal de Abrantes que teve lugar no cineteatro São Pedro. A vida trocou-me as voltas e não pude estar presente, como era meu desejo. Ainda assim, quero aqui, nesta antena, evocar uma vez mais a importância deste evento que, ano após ano, cria a sua marca premiando o que de melhor se faz na região e no país. Da cultura à música, passando pelo desporto e pela comunicação social, todos os anos são premiadas personalidades que se distinguem nas suas áreas. Júlio Isidro e Teresa Salgueiro receberam os prémios Comunicação Social Nacional e Música Nacional, respetivamente. Duas distinções mais do que merecidas para dois profissionais de mão cheia e que nos pertencem. Mas não posso esquecer um dos prémios da noite que, pessoalmente, foi muito especial para mim. Falo de Alves Jana, que recebeu o Prémio Comunicação Regional. Um homem que, sabe quem o conhece, tem marcado profundamente gerações atrás de gerações na comunidade abrantina.  Falar do seu trabalho nos média locais é falar de um percurso excecional de décadas. A comunicação social abrantina não seria a mesma hoje sem o seu contributo. Um homem, que me marcou profundamente, enquanto professor e amigo, sempre disposto a ajudar o próximo, e que sempre nos fez olhar o mundo à nossa volta de outro modo. A ele devo, em muito, a espinha ética e profissional, que me norteou o caminho. Obrigada amigo Jana por esse legado. Não podia ser mais do que merecido este reconhecimento. É por tudo isto que esta casa, a Antena Livre, a par do Jornal de Abrantes, fazem a diferença num país onde a interioridade é cada vez mais esquecida. São eles as vozes dos que não a têm, são órgãos de comunicação social assim que obrigam a região, o país e o mundo a ver para lá da caixa. Também a vocês, camaradas e amigos desta antena, quero agradecer a oportunidade que me deram de fazer parte desta família, desta casa, desta história. A rádio, a menina que nos une, pode fazer magia. E fá-lo, todos os dias, em 89.7. Parabéns a todos! E que a força de acreditar nunca vos abandone.

*Crónica de 9 de maio de 2016, na Antena Livre 89,7, Abrantes. OUVIR.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Autárquicas 2017: o papel dos independentes

Um primeiro-ministro à altura da tragédia

«O país partilha um sentimento de luto nacional e um grande sentido de unidade. A quem perdeu familiares e amigos, a nossa solidariedade», escreveu António Costa, na sua conta no Twitter
Há momentos dolorosos de um primeiro-ministro. Este, sei-o bem, é um deles. 
A imagem, essa, diz tudo.

Sinto-me miserável

Não devia hoje falar sobre a tragédia que aconteceu em Portugal este fim de semana. Mas sinto que preciso abordar o tema.
Em primeiro lugar porque há todo um país a chorar os seus mortos. O que aconteceu em Pedrógão Grande parece saído de um filme de terror.
As imagens, os sons do silêncio e o desespero de quem perdeu os seus fazem-nos sentir, à distância, miseráveis. Eu, confesso, sinto-me miserável. Como testemunha. Como impotente. 
É certo que muita coisa podia ter sido feita para aliviar o drama.
Contudo, o conjunto de fatores climáticos únicos e extremos que se encontraram ao final do dia de sábado, mudaram o percurso da história.
Em Abrantes viveu-se o mesmo fenómeno. Eu própria, durante duas horas, assisti a tudo.
Um céu negro que se formou lentamente, relâmpagos de terror e a formação de ventos muito fortes conduziram a momentos dramáticos e de reviravolta no incêndio de São Miguel do Rio Torto.
Isto mesmo comprovaram as autoridades. Das poucas certezas dadas, há uma que é inequí…