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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2016

Scorpions: 50 anos de um amor incondicional a Portugal.

50 anos são 50 anos. A voz já se cansa muitas vezes, mas nem por isso deixa de insistir em conceder ao público português o que ele sempre mereceu. Sem James Kottak (baterista), devido a doença, a banda que me acompanha desde que me lembro de ser gente, cumpriu, a 28 de junho, no MEO Arena, em Lisboa. Percorreram inúmeros sucessos de uma longa carreira, mas deram a conhecer inéditos do último álbum, o mesmo que celebra o meio século de existência: Return to Forever. Entre emoções, lágrimas que por aqui caíram, e algum saudosismo de um adeus que parece definitivo, há momentos que tenho de referir. O medley, já esperado (tendo em conta o alinhamento da digressão nos EUA), das baladas mais adoradas pelo público. Um Always Somewhere apenas acompanhado pela guitarra tornaram a versão não só única como inédita. Não me lembro, em tantos concertos, de ter assistido a uma versão assim. Seguiu-se um Eye of the storm e um Send me an angelque fez bater os corações mais saudosos dos cinco magnífico…

O amor de Londres à UE.

Em Londres as manifestações de amor à União Europeia não cessam. Depois do choque, a revolta dos que disseram sim à UE.

50 anos de uma vida que não cabe na minha.

Com amor, dedicado aos Estados (des)unidos da Europa.

O Reino Unido votou e decidiu sair da União Europeia. Emoções e reações imediatas à parte, na verdade os responsáveis europeus devem olhar para este desfecho sem dramas e encarar esta como a grande oportunidade para refundar o projeto europeu. A União Europeia não pode abandonar os valores que os pais fundadores lhe impregnaram, como  a paz, a liberdade, a democracia, o bem-estar e desenvolvimento em comum dos seus povos. Enquanto a Europa não mostrar aos seus cidadãos que é útil às suas vidas, enquanto a economia não assegurar prosperidade e a moeda for um elo e não uma desunião, nada nos valores ancestrais da Europa terá coesão. O futuro é incerto, para os britânicos e para os europeus. E apesar de não sabermos o que nos espera, política e economicamente, também Portugal deve refletir sobre o nosso caminho, preparando, de forma eficaz, a futura relação que com o Reino Unido. Temos há séculos a mais sólida das alianças, comercial e economicamente. Por isso, antes de desatarmos todos …

50 anos de Scorpions: love is war.

Há momentos na nossa vida que sabemos que os reencontros durarão um segundo, naquele instante. Há anos, meses, dias, horas e segundos em que uma vida inteira de construção do que somos se esfuma. Naquilo que somos. Guerra e paz. Política e música. Amizade e amor. E sempre, sempre, naquele ponto do infinito que brilha, daqui até ao Universo e do Universo até aqui. Na penumbra das noites de junho me recomponho, em horas que me consomem, que me serenam, simplesmente que me conduzem onde a minha Existência pertence. Sem medos de partilhar, de sentir, de viver. ‪#‎ac‬@acaminhodo28# <3 span="">

Há 40 anos realizavam-se as primeiras eleições livres para Belém

A 27 de junho de 1976 realizavam-se, em Portugal, as primeiras eleições livres, por sufrágio universal, para a Presidência da República, com a eleição de António Ramalho Eanes. Faz hoje 40 anos.

Os ratos do regime que ainda roem.

Faltam cinco mil milhões na Caixa. Entretanto, os ratos do regime vão fazendo a sua vidinha e tomando conta de salvaguardar o futuro.

De Lyon para o S. João, o que interessa a Caixa? Nada.

É saudável a relação dos atuais chefes de Belém e São Bento na tal cooperação institucional que o país tanto precisa. Nesta matéria, como aqui já o escrevi tantas e tantas vezes, Marcelo e António Costa, têm os melhores perfis para essa relação. Mas na semana em que a «bomba» CGD vem a terreiro, andarmos em festas e festins - em Lyon e no São João no Porto -  revela muita falta de sentido de Estado de ambos. Ou talvez inexperiência. Espero que tenham trazido martelinhos para um SOS futuro nos seus respetivos gabinetes. Ou para se baterem a si mesmos quando tiverem de se confrontar com o próximo buraco financeiro do país.

Brexit: ventos de mudança pairam sobre um futuro incerto.

Em liberdade. E em consciência. Os eleitores do Reino Unido escolheram abandonar a União Europeia. 52% mostrou-se a favor do Brexit contra 48% que queriam ficar no bloco europeu. Chegam ao fim 43 anos de integração regional que terá o papel rasgado quando, em breve, for ativado o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que consagra as regras de saída de qualquer Estado-membro da UE. Depois da queda do muro de Berlim, não houve, na Europa, momento igual. A paz, a cooperação e as velhinhas alianças das democracias europeias nunca, até hoje, viveram momento de consolidação mais dramático. Em tempos de incerteza, há um Wind of Changeque pode bem ser hoje a banda sonora do dia. No Reino muito pouco Unido começa hoje um ciclo desconhecido, um rumo incerto. Sorte é o que eu lhes desejo. Sorte é o que eles e os 27 que restam merecem.

50 anos de Scorpions: um Wind of Change incontornável.

Wind of Change é um dos maiores sucessos dos Scorpions. Gravada pela primeira vez em 1990, faz parte do álbum Crazy World, e foi escrita pelo vocalista da banda germânica, Klaus Meine, que se inspirou nas mudanças que atingiam a Europa nesses idos tempos. O fim da Guerra Fria, da antiga URSS e a queda do Muro de Berlim estão lá, em todas as letras da música. Mais tarde foi regravada em Love Bites (1995) e em Moment of Glory (2000), álbum que contou com a participação da Filarmónica de Berlim, constando ainda do trabalho Acoustica (2001). E sejam quais forem os tempos há sempre putativas mudanças no ar. Platonismo vai andar assim, com o Wind of Change a pairar por estas bandas. A tranquilidade desta sonoridade, que é também ela, um marco da última metade do século XX, fará o resto. #ac@acaminhodo28# <3 font="">

CGD: o novo buraco financeiro do Burgo.

Cinco mil milhões de euros. É este o valor que, assim, como quem bebe um copo com água, está em falta na Caixa Geral de Depósitos (CGD). No dia em que o país esteve em suspenso - como o próprio Presidente da República fez questão de dizer em Lyon antes do jogo desta quarta-feira da seleção nacional, coisa normal (ironia) num país que tanto mata como ressuscita pessoas -, é bom recordar que em maio passado, o primeiro-ministro, António Costa, aceitou as condições de António Domingues para este aceitar ser presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues. Imperativo? Uma recapitalização do banco num montante que de 4 mil milhões de euros. A 15 de junho deste ano, no Parlamento, Costa garante a Jerónimo de Sousa que o atual Executivo quer a CGD «100% pública, 100% do Estado e 100% capitalizada», sublinhando, na mesma intervenção, que só desta forma é que o banco cumpre a sua missão de financiar a economia. Ora bem, entre acusações, da esquerda à direita, de avanços e recusos de …

Brexit. Should I stay or should I go.

Às sete da manhã desta sexta-feira, os britânicos ficarão a saber qual a decisão do referendo de hoje. Um destino decisivo, histórico e dramático, que marca a história do país das últimas décadas. O Brexit (saída da UE) marcou indelevelmente a vida do país e do povo, e agora, já não há retorno. Should I stay or should I go. Os impactos políticos, económicos e sociais serão elevados. Estará o Reino Unido disposto a arriscar tanto? Amanhã se verá. Seja como for, parece-me demasiado injusto que caso o resultado do referendo seja a permanência na UE, que o país passe a ter privilégios especiais por parte de Bruxelas. E, claro está, disto também ninguém fala. Se somos 28, não seremos todos iguais? Não, obviamente. E há muito tempo.

Refugiados: os sorrisos que nos encorajam.

Fazem aquilo que muitos de nós, com vidas serenas, trabalho, casa e bem-estar, nem sempre temos a capacidade de fazer: sorrir. Quando começou a crise dos refugiados na Europa, o fotógrafo Marcus Valance começou trabalho de voluntariado como patrulhador nas praias da Grécia, ajudando os migrantes sírios a chegar em segurança ao país. É esse trabalho que, a propósito do Dia Mundial dos Refugiados, publicamos agora e que, durante todo o dia, fomos publicando no Facebook do Platonismo. Porque não os esquecemos nem esquecemos o sorriso deles perante as dificuldades e que nos encoraja, inspirando-nos diariamente. Deixamos as palavras de Marcus ao Daily Mail, que elas nos façam ver que a nossa vida é muito pequenina perante a deles: «muitas pessoas caminham em sapatos de números diferentes, vivem em tendas, muitas vezes debaixo de tremendas tempestades e ventos fortes. E os miúdos andam por todo o lado, a cair e levantarem-se. Eles são resilientes – na verdade, todos os refugiados são». A vi…

50 anos de Scorpions: Rudolf Schenker, o maestro.

Rudolf Schenker. É também ele o grande. Da mesma dimensão que Klaus Meine, porque para além dos dotes de dedos na guitarra, como só ele sabe fazer, foi um dos fundadores do grupo. «Faz aquilo que te dá prazer e rodeia-te apenas de pessoas que te fazem bem», esta foi a forma que Schenker encontrou para descrever, no livro das suas memórias e auto-biográfico, o percurso dos Scorpions. «Rock Your Life» é a obra que mostra a nu o sentido da banda para aquele que é outro dos monstros alemães. E porque para ele são os sonhos que comandam a vida, e os dele, decerto que não o decepcionaram. Nasceu em 1948 e talvez esta seja mesmo a derradeira despedida do público português. Até já, ali mesmo...:) #ac@acaminhodo28#

50 anos de Scorpions: a discografia de uma vida.