Vítor Gaspar deve andar a brincar aos países ricos e deve também achar que a malta anda a dormir. Taxar [ainda mais o subsídio de refeição], depois de já o ter feito este ano é o mesmo que dizer: «andam todos gordinhos». Pois bem, se muitas empresas passaram a pagar o mesmo subsídio fora da folha do salário, depois desta, das duas uma, ou nós vamos andar todos parecidos com as vítimas do Holocausto ou então é mesmo brincadeira de mau gosto. As gorjetas, diz a imprensa, que já leu as propostas de alterações ao OE/2013, também vão ser taxadas. Nestes, perdoem-me quem recebe, mas nunca entendi muito bem a sua função, a não ser meramente cultural. A mim ninguém me dá gorjeta sempre que escrevo um texto. Por que raio temos nós de dar gorjetas? Contra mim falo, que sempre as dei, mas por amor da santa, é uma questão cultural. E se não há dinheiro para comer, não há dinheiro para tal.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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