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Mensagens

Com amor, dedicado a todos os abrantinos.

Abrantina de berço, de coração e de uma vida, assisti, de longe, mas com muito orgulho, às celebrações do centenário da cidade que me viu nascer. Para os que estão longe do berço, o sentimento que nos invade é algo, muitas vezes, inexplicável. Partimos pelas mais variadas razões, mas nunca abandonamos a terra de que fazemos parte. Assim é a ligação que me une a Abrantes e estou certa que todos os partiram sentem exatamente o mesmo que eu. Foi por isso com emoção que assisti às celebrações oficiais do dia Do Centenário, 14 de junho, e que celebrou o aniversário da elevação de Abrantes a cidade. Não foi apenas a marcante intervenção do atual presidente da República que fez deste um momento único. Foram também as justas homenagens aos que, no passado, nunca desistiram perante as dificuldades e lutaram por valores maiores da democracia e em prol do poder local. Em 2016 Abrantes, cidade centenária, mostrou que é também do presente e do futuro que se constroem caminhos de sucesso, é com a s…

50 anos de Scorpions: não cabem todos num post nem em 50.

Em digressão mundial celebrando os 50 anos, o maior grupo musical alemão vendeu mais de 100 milhões de discos e ganhou prémios como os World Music Awards e os Echo Awards, provando que há rock em grande escala para além do eixo anglo-americano. Em países como França e Portugal a coletânea «Gold Ballads», de 1985, monopolizou o primeiro lugar do top de vendas meses a fio e transformou «Still Loving You», «Lady Starlight» e «When The Smoke Is Going Down» em ícones da banda. No final da década de 80 uma visita a Moscovo inspirou o single «Wind Of Change», que se viria a tornar no hino da Perestroika, com vendas superiores a 14 milhões de cópias, e que levaria os Scorpions aos lugares cimeiros dos tops americanos e europeus em 1991, mantendo-se 20 anos depois entre os 50 mais vendidos da história da música. Mas o sucesso das power ballads que tornaram os Scorpions uma banda familiar entre públicos de todas as idades não impede que mantenham o reconhecimento junto dos fãs que primeiro os abr…

A vida lá dentro, onde as grades suspendem o futuro.

Vi ontem e hoje as duas reportagens da TVI em duas cadeias portuguesas. Goste-se ou não do género jornalístico da estação de Queluz, vi, em ambas as peças, homens, condenados, que pagam com a vida, corpo e alma, o mal que fizeram cá fora. Pessoas, de carne e osso, que são gente, que são homens e mulheres, a quem a sociedade tem e deve dar uma segunda oportunidade. Duas reportagens que mostram, nua e cruamente, a destruição de famílias inteiras. Solidão que vem e não regressa. Vidas suspensas num país também ele suspenso e que, ao contrário do que muitos querem fazer crer, ainda tem muito de que se envergonhar. Não, não havemos de conseguir sorrir enquanto a miséria, a pobreza e os mais fracos estiverem sozinhos à mercê de um sistema que faz o que pode e o que pode já é muito.

50 anos de Scorpions: quando Mattias Jabs fez uma repórter sorrir para a vida inteira.

Apresentamos Matthias Jabs. Uma das grandes figuras dos Scorpions. Fez o percurso normal de vida tendo-se formado em Direito na Universidade de Hannover. Mas a música nunca lhe saiu do sangue. Aos 13 anos já tocava guitarra, mal ele sabia que iria fazer parte de uma das maiores bandas de rock da Europa e do Mundo. Foi por acaso que Matthias entrou nos Scorpions, quando Uli Roth, seu amigo de infância, desistia do grupo. Corria o ano de 1978. Foi a uma audição, com Rudolf e Klaus Meine, e a 18 de junho do mesmo ano entrava no grupo que haveria de pisar milhares de palcos por todo o mundo. É um ícone da banda e idolatrado por muitos guitarristas, sobretudo, pela forma natural com que os dedos passeiam as cordas. Sem ele, a história dos Scorpions não teria sido a mesma. E irradia simpatia. Por todo o lado. Em 2001, no Convento do Beato recordo-me de lhe ter perguntado qualquer coisa do género: «o público português é de uma fidelidade extrema aos Scorpions. A que se deve tanta cumplicidad…

50 anos de Scorpions. A caminho do 28. Viagem a 1972.

Chama-se Lonesome Crow, data de agosto de 1972 e é o primeiro álbum de originais da banda. Ainda sem Matthias Jabbs.
Ficam as sete magníficas:
"I'm Going Mad"  "It All Depends" "Leave Me"  "In Search of the Peace of Mind"  "Inheritance"  "Action"  "Lonesome Crow" 

50 anos de Scorpions: era uma vez um Still Loving You com Vanessa Mae.

Para muitos é uma miragem. Corria o ano de 1996 e esta é uma das raras versões do famigerado Still Loving You ao som da única Vanessa Mae.

50 anos de Scorpions: «The Wall in Berlin»

Se há factos inscritos pela primeira vez na história, estes meninos conseguiram alguns. Foram somente o primeiro grupo ocidental a tocar na Rússia depois da desagregação da União Soviética. O vídeo mostra uma das três atuações da banda alemã no famigerado espectáculo «The Wall in Berlin», organizado por Roger Waters. Corria o ano de 1990, um ano depois da queda do Muro. Uma nova ordem mundial estava em marcha e sob um contexto político, cultural e social nunca sentido até então. Um ano depois do marco que simbolizou essas mudanças ocorreu então um dos maiores e mais importantes espetáculos da história do rock, o «The Wall». Cerca de 250 mil pessoas presenciaram o grito de libertação e mais 300 milhões assistiram ao feito pela televisão em todo o Mundo. Fica a recuperação (em modo político, Platonismo). E a caminho de 28 de junho.