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Mensagens

Um beijo, avó. Estejas tu onde estiveres.

Se estivesses viva, hoje comemoraríamos a felicidade. Já não tenho avó. Nenhuma. Hoje, em particular, vergo-me perante quem foste e o que deixaste em mim. Porque, quando nasci, só te tinha a ti. E fazes-me tanta falta... Obrigada, avó.

Chegar à ONU pelo mérito.

Humanista. Firme nas ideias e das origens. Foi um péssimo primeiro-ministro? Foi, na minha opinião. Mas o que António Guterres hoje alcança vai muito para além da Política. É fruto de décadas de suor, de provas dadas nos tabuleiros internacionais. E chega lá por mérito e não por qualquer nomeação. Por tudo - e tanto mais - é um exemplo. Para nós, que temos o mesmo sangue. Para o Mundo. E ainda por cima no 5 de outubro. 
Escolhemos a primeir página do DN, uma das mais brilhantes dos últimos tempos. Fico particularmente feliz por vir do DN. É por dias como este que continuo a acreditar que a imprensa escrita jamais poderá morrer. Mas se morrer, acreditem, continuará a fazer muita falta. :-)

Produtividade parlamentar: avaliação? Não, isso não é para nós.

Orlando Ribeiro: o homem que se emocionava com as paisagens.

Calcorreou o país rural de lés a lés, inseparável da sua máquina fotográfica e dos seus cadernos. Orlando Ribeiro observava tudo ao detalhe. Depois, escrevia, denunciava, descobria. É o «pai» da geografia moderna nacional, e, infelizmente, pouco se fala nele no país, na sociedade civil, na imprensa. Cedo me apaixonei por ele e pelo legado único que nos deixou, documentando a terra e a cultura portuguesas nas décadas de 40, 50 e 60 do século XX, e num país ainda hoje marcado pela diversidade de paisagens. As heranças científica, histórica e etnográfica permanecem vivas graças a si. Recomendo os famosos «Cadernos de Campo», uma obra magnífica do geógrafo, viajante, fotógrafo mas, acima de tudo, do Humanista. Hoje foi dia de reencontro com ele e sempre que puder, tudo farei para manter viva a memória de Orlando Ribeiro, o menino que se emocionava com as paisagens. O homem que carrega também parte do que sou.

Alepo: jamais haverá perdão.

O mundo parece esquecer mas não podemos. A destruição de Alepo, na Síria, chega-nos através da Reuters. É impossível dizer que percebemos o que aqui se está a passar. Não há argumento algum que desculpe o horror que fanáticos do Estado Islâmico, Rússia e afins estão a fazer com o povo sírio.

Autárquicas 2017: uma câmara e um coordenador sem candidato.

Shimon Peres: o adeus de um líder controverso. Mas da paz.

Intrinsecamente ligado à fundação do Estado de Israel, em 1948, morreu um Homem que o Mundo jamais esquecerá. Os media irão recordar todos esses momentos por estes dias. O  maior reconhecimento chegou em 1994, tenho sido Nobel da Paz em boa parte devido aos Acordos de Oslo, um ano antes. Ele, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat estarão para sempre ligados a esse feito histórico. Sei que morreu um líder da paz, ainda que muitos possam nunca vê-lo desse modo.