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Mensagens

Um ano de Governo

Este sábado o Governo de António Costa celebrou um ano de existência. Em Novembro de 2015 poucos eram aqueles que achariam que o atual elenco governativo durasse muito, sobretudo pelo pessimismo gerado em torno da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo. O Presidente da República acha que não tem dúvidas e que o mais importante é que os portugueses vivam melhor e que haja rigor financeiro. Nós por cá concordamos mas temos muitas dúvidas sobre o rigor financeiro. É certo que queremos todos que os impostos baixem, que acabem as sobretaxas, que haja aumento de pensões, que o salário mínimo suba mais uns cêntimos e que as benesses regressem. Contudo, é mesmo isto que agora queremos ou se as derrapagens vierem daqui a uns anos, preferimos de novo voltar à estaca zero? Um dos exemplos que nos vai sair caro, por andar para trás e para a frente, são as privatizações da área dos transportes. De quatro em quatro anos uns tentam privatizar, outros anexam a fatura ao Estado. É isto, …

Fidel: o fim do comunismo ocidental? O último Comandante desaparece.

É, categoricamente, uma das figuras mais marcantes do século XX. Personagem central do Comunismo do Ocidente e que deixa marcas indeléveis não só na sociedade cubana como na forma como o mundo se relacionou com o país. Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, morreu esta sexta-feira, aos 90 anos. O El País chama-lhe «O Último Revolucinário», o The New York Times diz que perece agora o líder que desafiou 10 presidentes americanos. E desafiou o Mundo, acrescentamos nós. Fidel era muito mais que isto. Foi um líder controverso, em que eu nunca me revi, sobretudo pela condução da política interna e externa cubana. Um homem que ficou confinado a um tempo ideológico já morto. Que impôs um embargo com consequências mil para a ilha que ele achou que seria só dele. Seja como for, por estes dias, em que a sua morte faz notícia em todo o mundo, a verdade incontornável é só uma: marcou profundamente a identidade social cubana. E essa marca perdurará ainda por muitas e longas décadas. Chegou a hora…

O famigerado crédito ao consumo

De acordo com um relatório do Banco de Portugal, o crédito ao consumo regressa aos níveis pré-crise. Ante uma economia frágil como a nossa, que vai animando, a verdade é que é preocupante o elevado endividamento público e privado. Basta uma nova aragem caótica que nos faça mergulhar de novo na terra e gostava de saber onde vai isto tudo de novo parar. No caso dos particulares, é grave os níveis de endividamento no crédito ao consumo. O ministro das Finanças tem razão quando diz que o consumo interno anima, mas quando esse consumo é feito com o dinheiro dos outros, é que a coisa muda de figura.

Cadernos da vida.

Frase Platónica do Dia. Dos cadernos da Vida.

25 de novembro: a data que não pode ser esquecida!

No final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil. Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o verão de 1975, a verdade é que a democracia acabou por nascer de um parto difícil. Porque o 25 de novembro, esquecido nos manuais do ministério da Educação desde sempre, merece ser sempre lembrado. Celebra-se esta sexta-feira. 

Trump: o choque do mundo.

Na semana que passou o Mundo parece ter endoidecido. E eu continuo sem perceber a razão. As redes sociais são hoje um lugar tóxico, onde se inflamam ódios, onde se fazem julgamentos antes sequer de a realidade provar que estamos certos. Na semana em que o mundo perdeu um dos maiores compositores e símbolos da música, Leonard Cohen, o mesmo mundo assistiu à eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Um candidato anti-sistema que nem dentro do próprio partido foi consensual. A vitória é sua. Durante a campanha não escondeu as ideias que defendia, nem como se iria relacionar com o país e o resto do mundo. A NATO, as relações com a Rússia, as alterações climáticas, a guerra com o México e a forma inflamada como falou de alguns grupos sociais são agora a preocupação da sociedade americana e do mundo. É certo que a sua inexperiência política, o seu lado mediático e a riqueza que conquistou ao longo da vida provocam incertezas sobre o futuro do país. Contudo, para os que …

Cadernos da vida.

Frase Platónica do Dia. Dos cadernos da Vida.