Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Portugal Político em tempos de Carnaval

O Portugal Político parece, de ano para ano, transformar-se cada vez mais numa novela digna de globo de ouro. É um bom tema para esta semana já que estamos no Carnaval.


Todos assistimos ao tom menos próprio que envolveu a classe política na polémica recente da Caixa Geral de Depósitos.
As guerras político-partidárias tendem a evoluir para um grau de dureza nos discursos que merece repúdio e condenação. Falamos da mesma classe que devia dar o exemplo, por várias razões, mas sobretudo pelo respeito que deve aos eleitores que colocaram no Parlamento cada deputado, cada cara, cada pessoa, em nome de um conjunto de promessas.
Contudo, e ao contrário da maioria, ainda há quem desça à terra e pelo menos demonstre algum respeito por nós.
Falo do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, e do erro que assumiu este fim de semana em relação à vergonha relativa às transferências de 10 mil milhões de euros para paraísos fiscais entre 2012 e 2014, período em que a Troika por cá…

Pelos passos de Pessoa numa Lisboa só dele. E nossa também

«Falaram-me os homens em humanidade, Mas eu nunca vi homens nem vi humanidade. Vi vários homens assombrosamente diferentes entre si. Cada um separado do outro por um espaço sem homens». Alberto Caeiro
Texto e Fotos: Ana Clara

Fernando Pessoa tornou-se, até à luz dos nossos dias, o «poeta português e intemporal», como lhe chamou Almada Negreiros. Falar dele é sempre um exercício quase atroz para mim. Porque sou apenas uma amante devoradora da sua obra, mas não uma estudiosa. Porque conheço de cor alguns dos seus poemas e A Mensagem, mas tenho, desde sempre, medo de escrever sobre gigantes como ele.




Por mais dias que tenha a minha vida, jamais serão suficientes para conhecer-lhe todo o sangue que lhe corria na alma e no corpo. Este sábado, 25 de fevereiro, associei-me ao Roteiro dedicado ao poeta, promovido pela Lycos – Associação para o Desenvolvimento da Excelência




“Lisboa pela pena e pelos passos de Pessoa”, assim se designou a viagem, conduzida pela professora Maria João Carvalho. Sete m…

Há 30 anos calava-se a voz da liberdade

Foi a 23 de fevereiro de 1987. Faz hoje 30 anos. E o país é-lhe eternamente grato. 


O mapa vitivinícola de Portugal.

Para os que se interessam pelo setor, fica o mapa vitivinícola do país. Fonte: Sogrape Vinhos.

Somos todos PIB. Somos todos NIF. Somos todos país!

Há anos que calcorreio o país. Entre aldeias, vilas e cidades, posso dizer, sem errar muito, que se há povo que conheço, é o meu. Sempre de caneta na mão, gravador na outra e máquina fotográfica ao peito. 
Há anos também que reclamo por um olhar urgente e preocupante pelo Interior, no combate à desertificação e à dura realidade do êxodo dos mais jovens. É por isso que aplaudo, cá de baixo, os apoios que se têm multiplicado aos conhecidos “territórios de baixa densidade”. Só no Centro foram já aprovados cinco programas PROVERE, que somam 10 milhões de euros até 2018. 
Projetos como as Aldeias Históricas e Aldeias do Xisto são alguns dos contemplados. E merecem muito, sobretudo pelas gentes que lhes pertencem. 
Espero que os tutelares do(s) poder(es) tenham a coragem, de uma vez por todas, de colocar o Interior «abandonado» no topo dos dossiers no Terreiro do Paço. Somos todos portugueses, somos todos PIB e somos todos NIF. 
Por isso, somos também todos iguais nas oportunidades de desenvolv…

Azeite: uma riqueza que Abrantes tem sabido potenciar

O Congresso Ibérico do Azeite está de regresso a Abrantes entre 10 e 12 de Março.
É com grande satisfação que vejo a iniciativa ganhar força, ano após ano, dando ao concelho e à região, um forte impulso no setor do azeite.
Esta é uma fileira fulcral do ponto de vista económico e social, sendo que é também por ela que passa o futuro da agricultura nacional, tendo em conta o número de postos de trabalho que suporta.
Abrantes, região com forte ligação à produção e cuja comercialização e exportação ganhou fôlego nos últimos anos, marca assim pontos numa área essencial à economia nacional.
E é importante dizer também que o setor do azeite é fulcral não só no mercado das exportações como na área alimentar. Porque exportar mais e mais pode e deve ser sempre uma das prioridades para combater as importações e alcançar a autossuficiência.
A valorização dos subprodutos da fileira é outro importante ponto que é preciso explicar aos consumidores. Porque são eles os destinatários desses novos produto…

Sudão do Sul: o drama da fome

Já o sabíamos há muito, fruto das notícias que nos chegam via agências internacionais. 
Mas agora a realidade é confirmada pelas autoridades do Sudão do Sul. 
O governo decretou pela primeira vez oficialmente que a fome afeta várias partes do país. Uma situação que as agências humanitárias dizem ter a causa mais feroz na guerra que devasta o país há mais de três anos. Um conflito que já fez mais de três milhões de deslocados, uma grande parte dos quais procurou refúgio no vizinho Uganda. Será possível que o Mundo olhe para isto de forma igual? António Guterres tem aqui um papel decisivo. O Norte rico pode e deve ajudar o Sul pobre. Morrer de fome em pleno século XXI devia ser crime.