Reina cá no burgo financiado uma vida irreal. Um discurso do imaginário. Nem com a ajuda externa, a classe política portuguesa percebeu que tem de ser responsável, que tem de mudar, definitivamente, de atitude. A campanha eleitoral está órfã de responsabilidade, de gente com visão e coerência. Mas os interesses políticos continuam à tona, esquecendo as veias partidárias.Dito isto, e depois de tantas críticas por parte de tantos portugueses, feitas ao Presidente da República, ora pelos silêncios, ora por falar demais nas redes sociais, a verdade é que, desde a demissão do Governo até ao acordo firmado entre a troika e o Governo, Cavaco esteve globalmente bem. Goste-se ou não, a função de um Presidente é agir com os restantes actores nos bastidores e não em público. Mas esta semana o Presidente cometeu um erro de principiante que pensávamos que nunca viria de tal personalidade. Cavaco vem elogiar, ainda que de forma discreta, a medida proposta pelo PSD em relação à taxa social única. Bem sabemos que o mentor de tal medida inscrita no programa eleitoral laranja veio pela mão de Catroga, cavaquista leal. Mas o Presidente não pode ter dois pesos e duas medidas, sob pena de se tornar, aqui sim, desigual perante o sistema político. Ora se um Presidente não comenta a acção dos partidos nem se envolve em campanhas, fica-lhe mal fazê-lo apenas em relação ao PSD. Bem sabemos que Passos Coelho precisa de uma ajuda. O problema é que ela não pode vir, descaradamente e assumidamente, de Belém. Cavaco desiludiu, no cargo das suas funções. Estamos em segundo mandato. E nem mesmo em Belém a tradição deixa de ser o que era. Nem no estado a que o País chegou. Sr. Presidente, a partir de agora, ponha os discursos moralistas na gaveta. Não os queremos para nada.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
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