Era o debate mais esperado. Não sei se pela sociedade civil ou se pelo eleitorado - tão afastados já estão dos políticos - mas pelo menos para a classe política, era, sem dúvida um confronto muito aguardado. De um lado, uma fera. José Sócrates. Desgastado ao fim de seis anos de governação, exposto a muitas fragilidades sobretudo por todas as asneiras que correram mal na política económica e social. Ainda assim, o tal animal, sempre a desviar os temas ou a prolongá-los, consoante mais lhe convinha. Do outro lado, um candidato a primeiro-ministro que teve, sem dúvida, o melhor debate até agora. Pedro Passos Coelho tem, pelo menos, dois pontos a seu favor: não é animal político e não tem manhas. Tem, assim, o capital limpo, não governou, não cometeu erros de governação. Dos dois, sabemos, um deles ganhará a 5 de Junho. Mas também sabemos que as condições em que este acto eleitoral se realiza são muito difíceis. Os programas a escrutínio são mais ideológicos que pragmáticos. As regras económicas, essas, já estão traçadas. Lamento apenas que ao fim desta corrida de debates, não se tenha ido mais longe na discussão em áreas como a Justiça e a Educação. Percebo que a economia lidera a discussão. Mas os problemas sociais, esses, são talvez aqueles que os cidadãos mais querem ouvir. Porque são as soluções de cada um destes homens que lhes dão garantias nas suas vidas do dia-a-dia. Seguem-se 15 dias de campanha. Pelo país. Com promessas que não podem ser cumpridas. Até dia 5, o relógio corre rápido. A corrida tem de ser apressada. O pós-eleições, esse, ainda está para vir. E hoje também se percebeu que o casamento de Sócrates e Portas seria bem mais seguro que o enlace de Portas com Passos Coelho. A ver.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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