Os jornalistas aí estão. Cansados. Fartos. Revoltados mas nunca resignados. Cidadãos de um país perdido e de um mundo à deriva. Para isto acontecer, é preciso bater no fundo do respeito por um trabalho fundamental para uma sociedade democrática. E se na última década os problemas pioraram, os abusos se intensificaram e os silêncios dolorosos ficaram dentro das quatro paredes de cada um, o que actualmente se está a passar ultrapassa tudo aquilo que seria imaginável. Sabemos que a imprensa vive uma crise há largos anos. Sabemos que o futuro dos jornais é incerto. Sabemos que não há lugar para todos. Mas estas são as questões permanentes que todos nós, jornalistas, diariamente, de forma mais ou menos intensa, nos debatemos. Por isso, as acções em curso fazem sentido porque a dignidade tem limites para ser desrespeitada. Esperam-se dias de angústia. Mas também de combate contra a revolta. Para que nunca nos resignemos. Por um Jornalismo português decente, respeitável e digno.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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