No debate entre o PSD e o CDS para alteração do Orçamento do Estado para 2013, eis que os deputados social-democratas recusaram cortar 50% na subvenção do Estado para as eleições autárquicas do próximo ano. Pois é, lá diz o ditado «faz o que digo e não o que eu faço». Mas...sr. Primeiro-Ministro, pelo menos tenha um pingo de vergonha, assuma que está com medo de levar uma tareia nas autárquicas. Pior: os sacrifícios para os cidadãos são menos importantes não é. Estes têm de penar, mas a classe que o senhor representa continua a ser bafejada pelos privilégios dos dinheiros para esbanjar em quê? Em jantares, campanhas e muito luxo em tempo de austeridade. Tenha vergonha e obrigue os seus boys a abdicarem da subvenção. Tenha vergonha e dê o sinal. Tenha vergonha e seja coerente com o discurso - já tão gasto - dos sacrifícios. Paulo Portas, em algumas coisas, ainda vai tendo uma réstia de bom senso [ainda que muito longe daquilo que sempre lhe conhecemos].
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
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