A foto fez manchete da edição de 29 e 30 de Dezembro do «Diário As Beiras». Nas redes sociais, como imaginam, deu o mote para muitas críticas salazarentas. Por baixo do banco do carro oficial do Primeiro-Ministro vê-se um livro sobre Salazar. A foto, bem conseguida, na penumbra, faz lembrar o ditador que governou Portugal durante quase 40 anos. Mas é simplesmente Pedro Passos Coelho no dia em que visitou o Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra. Eu li Karl Marx, Keynes, li Cunhal, Lucas Pires, Adam Smith, Carlos Carvalhas, Soares, Hayek, Friedman e Lenine. Até li as cartas de Hitler. Isso faz de mim alguma coisa em concreto? Pois é, quando se fazem analogias imbecis como as que li e ouvi, voltamos à frase do momento: as pessoas perderam o juízo. Voltando ao essencial: é uma grande foto.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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