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«Cavaco versus Cavaco».

A 19 de Julho de 1987, Cavaco Silva conquistava a sua primeira maioria absoluta. Este fim-de-semana caiu-me nas mãos o livro que ainda não tinha tido oportunidade de ler, publicado em Julho passado. Vai engrossar a pilha dos livros [políticos] que estão à minha espera para serem devorados. Contudo, a verdade é que tenho imensa curiosidade em ler a obra de Frederico Duarte Carvalho, no ano em que passam 25 anos sobre a sua primeira vitória nas legislativas. 
O homem que nunca se assumiu como um político profissional é, ao mesmo tempo, o político mais influente da história democrática portuguesa. Curiosamente, muito mais até do que o grande «animal político» Mário Soares. Seja como for, faltava-me ler esta última obra...depois do estudo pessoal que tenho feito na última década sobre a personagem e o cavaquismo. Com muitas críticas, elogios e dúvidas o tenho feito. E muitos portugueses deviam conhecer melhor o homem que conquistou  três mandatos que o conduziram a São Bento e outros dois que o levaram a Belém. 
Se os portugueses, os que me rodeiam, e em parte, os restantes em geral, nunca simpatizaram com Cavaco como se compreende que o garoto de Boliqueime [que passou o Verão de 1953 a regar o milho na horta do pai como castigo por ter chumbado nesse ano lectivo, os matraquilhos falaram mais alto...], que se tornou no homem autoritário, disciplinado, assertivo e sem margem para intimidades, seja o político que ocupou durante mais tempo cargos na República Portuguesa? Sou suspeita porque o meu fanatismo pelos políticos e sistema democrático, sobretudo da Era Democrática, é enorme. Mas às vezes era bom conhecer melhor os políticos que tivemos e o que realmente aconteceu nos últimos 30 anos, para entender  o mundo que actualmente nos rodeia. 

Comentários

Anónimo disse…
o anti-guterres

http://expresso.sapo.pt/durao-barroso-recusa-responsabilidade-do-seu-governo-na-situacao-do-pais=f772568#ixzz2Eao7vG72
Anónimo disse…
recomenda-se que veja o que quer dizer assertivo, coisa que cavaco nunca fui.

engana-se ainda se diz que os portugueses em geral não gostam dele.

infelizmente só agora começaram a apreendê-lo na dimensão que merece, a de um muito mau primeiro-ministro.

nunca se assumiu é outro engano. é cair no engodo lançado pelo próprio. ser-se ou não político decorre da acção e não do que o próprio diz.

o seu estudo próprio vem com o pecado de quem só agora lhe vai encontrando mácula. é a reticência em ver ruir crenças insustentadas.



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