Avançar para o conteúdo principal

O erro em que insiste o FMI.


«Se quiserem ter um grande Estado Providência em Portugal, tudo bem, mas têm de saber como pagar por ele», Abebe Selassie, chefe da missão do FMI em Portugal. No princípio, concordamos com a ideia, porque só um Estado social sustentável pode servir os cidadãos. Só há pequeno «problemazito», é que isso não pode ser alcançado de chofre, sem dó nem piedade, e à custa do empobrecimento de uma Nação. Esse é o erro, grosso modo, cometido nos actuais programas de ajustamento financeiro em marcha na Europa.  

Comentários

Anónimo disse…
e se não pode ser alcançado de chofre, mais vale que se avance com a instalação em Portugal de uma indústria, de uma agricultura que pague esse Estado, contornando a necessidade que o PSD e o CDS-PP tanto vêm de acabar com ele e de o entregar aos bancos alimentares e suas mentoras fascistas.
Anónimo disse…
vêem e não vêm

Mensagens populares deste blogue

Por todos os Nuno's deste país, vergo-me, com vergonha e carregada de culpa

Há uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

O último suspiro de Bourdain

Sabia que queria ver. Que ia ver. Demorasse isso o tempo que fosse. Mas não consegui começar à mesma altura da emissão. Passou uma semana. Sempre que ligava a TV, conscientemente passava pelas gravações. Li as sinopses de cada episódio novo emitido a cada dia. Quase como que um martírio agridoce que infligia a mim mesma. E prosseguia, tentando ignorar. Este fim de semana carreguei no botão do meu cérebro e vi todos os episódios, de enfiada - faltam apenas 2 episódios que serão emitidos na próxima semana. Não escondo que tentei procurar em cada plano, em cada frase, em cada sorriso e rosto fechado, uma explicação. Não queria, porque não é assim que funciona. Mas, sendo eu uma seguidora e fã incondicional de Anthony Bourdain, continuo à espera da minha explicação. Porque quando gostamos muito de alguém rejeitamos o seu desaparecimento, criamos defesas para encontrar razões que nos tragam a paz que precisamos. Bourdain suicidou-se durante as filmagens da 12º temporada de Parts Unknown, u…

Mãe: a minha

Mãe. Inscreveram-lhe o dia no calendário no primeiro domingo de maio.

Não duvido de que, para todos nos, o seu dia são todos os dias da nossa vida.
A minha sabe-o. Eu também. E será sempre a melhor de todas, na circunstância do que sou, do que serei, e sem ela, jamais poderei continuar a ser quem sou.
Para todos vós, um excelente Dia da Mãe, com todo o amor do mundo a flutuar. 
Para a minha um beijo no coração imenso onde cabemos todos: filhos, netos, Mundo.
Obrigada, Mãe, por seres a minha. Obrigada, Mãe, por teres feito de mim quem sou. Sem Ti, não há nada que faça sentido. Mas, Mãe, são todos os dias da minha Vida.