As bandas sonoras tornaram-se uma moda nos
partidos políticos em Portugal na última década. Com mais incidência mediática
nos chamados partidos de poder. No PS, António Guterres inaugurou a moda, em
1995, com «1492», de Vangelis (1992). Quase dez anos depois, em 2004, José
Sócrates substituiu-a por «O Gladiador», de Hans Zimmer e Lisa Gerrard (2000).
Seguro decidiu, por seu turno, regressar a 1985 [o ano em que Soares deixou a
liderança do PS para se candidatar pela primeira vez à Presidência da
República], e elege o tema principal da série televisiva norte-americana «Norte
e Sul», recordando a famosa Guerra da Secessão norte-americana para vincar o
retorno aos princípios e valores. Pois é José, aquelas entradas triunfais nos
congressos pareciam a América de Obama [em versão tuga é certo]…pareciam…porque
hoje a[s] entrada[s] são mais a pés juntos de uma mãe chamada Troika. Mas só
pelo Russell Crowe, até que ganhaste uns pontinhos...
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
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