Sintra, que tantos cantaram, que outros choraram e até abusaram. Podia citar Garret, lembrar Camilo, fazer a vontade a Herculano ou ao Aquilino, secar os suores de Pessoa ou entristecer ainda mais Vergílio. Podia…mas Eça não me perdoaria. Porque, em tempos de sequestro protagonizados por monstros neoliberais, os senhores das gravatas compradas nas melhores lojas de Paris, pavoneiam-se por aí…tal como os que, no final do século XIX, recorriam a Sintra para fugir às vidas oficiais de Lisboa, para momentos de alta roda ou para viver sórdidas escapadelas com meretrizes alugadas ao dia. Por ora, e como sempre, o amanhecer único de Sintra mistura-se com as brumas da decadência geral [e individual]. Tal como naquele tempo que Eça cantou. Dedicado, com muito amor, a todos os coveiros do Regime que nos dizem ser Democrático
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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