Portugal
tem, a partir de hoje, um novo Presidente. Chama-se Marcelo e assume-se como o
Presidente dos afetos. O homem que diz querer estar junto do povo provou, no
dia em que chega oficialmente a Belém, que tem vontade. De fazer pontes. De ser
o que prometeu, de fazer acontecer. Quem o viu, esta manhã, a pé, rumo ao
Parlamento, continua a sonhar. Quem leu atentamente nas entrelinhas do seu
discurso percebeu que não lhe faltam sonhos para ser, efetivamente, o Presidente
de todos os portugueses, «sem exceção» como ele próprio diz. O seu antecessor
disse o mesmo há dez anos quando foi eleito. Seja como for, Marcelo representa
a esperança que até agora não tínhamos. Cavaco foi perdendo a cor e perdeu, com
isso, o país. A sua teimosia institucionalista assim o ditou. Que venha o
estilo e tempo novos, que Marcelo rasgue com tradicionalismos que já não fazem
sentido, que seja o Presidente de todos e que não se esqueça, sobretudo, dos
que mais precisam da sua voz. Os mais pobres e aqueles cuja dignidade lhes foi
roubada.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
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