Marcelo teima em seguir o que o coração de cidadão lhe pede. Está-lhe
no sangue e no pleno direito que possui enquanto cidadão. Contudo, o presidente
da República continua a esquecer que ocupa uma função de Estado. A nota que
publicou esta quinta-feira no site da presidência é, a meu ver, inqualificável.
Apelar a uma campanha por um clube, o Braga, no caso – e o seu clube, é certo – extravasa tudo aquilo que
um Presidente não pode ser. Se Marcelo quer ser o Presidente de todos os portugueses não pode
apelar a credos, a clubes, a partidos e a religiões. Marcelo ainda não percebeu
o que lhe aconteceu e continua a ser ele próprio. Continuamos a achar que, com
mais uma dezena de episódios assim, as posições de Estado de Belém
transformar-se-ão em posições de cabaret. Perde Portugal, perdemos todos.
Quero um Presidente «afetuoso» sim, mas jamais quero um Presidente vulgar. Temo
que Marcelo se transforme nisso, numa banalidade tremenda, arrastando consigo a
imagem de um país.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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