Em liberdade. E em consciência. Os eleitores do Reino
Unido escolheram abandonar a União Europeia. 52% mostrou-se a favor do Brexit
contra 48% que queriam ficar no bloco europeu. Chegam ao fim 43 anos de
integração regional que terá o papel rasgado quando, em breve, for ativado o
artigo 50 do Tratado de Lisboa, que consagra as regras de saída de qualquer
Estado-membro da UE. Depois da queda do muro de Berlim, não houve, na Europa,
momento igual. A paz, a cooperação e as velhinhas alianças das democracias
europeias nunca, até hoje, viveram momento de consolidação mais dramático. Em
tempos de incerteza, há um Wind of Change que pode bem ser hoje a banda sonora
do dia. No Reino muito pouco Unido começa hoje um ciclo desconhecido, um
rumo incerto. Sorte é o que eu lhes desejo. Sorte é o que eles e os 27 que
restam merecem.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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