Esta quinta-feira, Paulo Portas «despediu-se» do Parlamento. Não cumpre o seu mandato como deputado e, diz a imprensa nacional, que um cargo mais promissor no privado espera por ele. Sempre critiquei os que não cumprem, até ao fim, os cargos para os quais foram eleitos. Portas não é exceção. Contudo, falar em «adeus» ao combate político é coisa que não faz sentido no caso do antigo líder centrista. À semelhança de Santana Lopes, ele «vai andar por aí», e se se confirmarem as informações que dão conta de que irá ocupar a cadeira do comentário político, mais ainda a tese do «adeus» é desmontada. Portas é um animal político e sabe que ainda há uma corrida especial que quer fazer: até Belém. Tal como Santana, vai copiar o modelo de Marcelo durante mais de uma década na TV. Porque os animais políticos sabem, melhor que ninguém, que a caixinha mágica é a única capaz de lhe trazer votos, de forma eficaz. Veremos se o tempo e o futuro comprovarão a nossa suspeita.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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