Agricultura: um setor decisivo e esquecido em tempo de caça ao voto

Tenho dito, nas últimas semanas, que me tem custado nesta campanha eleitoral, muitos temas importantes e que dizem respeito a todos nós, ficarem de fora do debate. Nenhum candidato ou partido coloca temas como a Cultura, o Agroalimentar, a Agricultura na agenda. 

É lamentável e diz muito daquilo que, naquelas cabeças, dá votos. Mas, na verdade, falamos de setores decisivos para a economia do País e para a tal competitividade europeia de que tanto se fala.

É por isso que a ação de hoje, no Marquês de Pombal, em Lisboa, não tem apenas um caráter simbólico, ela representa a desgraça que atinge a produção de leite em Portugal e que tão importante se assume para os setores agrícola e alimentar.

Os produtores de leite colocaram simbolicamente uma manada de vacas na Rotunda do Marquês de Pombal,  para chamar a atenção dos partidos políticos, governantes e da opinião pública para as dificuldades com que se confronta a produção leiteira. Gritam que os políticos os abandonaram. E é verdade, há muito que os preços asfixiam o setor.  "Sofremos enormes prejuízos ao longo do ano que passou devido aos brutais aumentos dos custos de alimentação para as vacas, apenas minimizados por um aumento do preço do leite insuficiente para o custo de produção. Entramos em 2022 com novos aumentos de custos com rações, energia, adubos e outros fatores de produção. Aumentos de custos na ordem dos 30%, com alguns produtos a dobrar o preço de custo, como é o caso dos fertilizantes. Iniciámos 2022 com um custo de produção acima de 40 cêntimos por litro e não sabemos onde isto vai parar", avisam os produtores através da APROLEP, organizadora da iniciativa.



Fica a ação, que mais do que simbólica, é um grito de desespero. 

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