Terminou no sábado, na Mongólia, a COP 17, que se centrou em vários temas, com foco no combate à seca extrema, à água e à recuperação dos solos degradados.
A Mongólia foi escolhida por ser
um dos países que mais tem sofrido com o aquecimento global. 80% do solo mongol
está degradado, e em todo o mundo as terras que sofrem com esta realidade
rondam os 40%.
A conferência teve início a 17 de
agosto em Ulan bator, capital da Mongólia, e um dos seus principais objetivos passou
por pedir compromissos firmes e ação. Todos são unânimes: é urgente substituir uma política de reação
às secas por uma política de prevenção, preparação e aumento da resiliência dos
territórios, protegendo solo, água, biodiversidade e capacidade produtiva.
Porém, a incapacidade dos líderes
mundiais em avançar com políticas públicas céleres e eficazes parece continuar
no papel e as ações tardam. O que estamos a ver, na Europa inclusive, são mais
medidas de mitigação do que de adaptação. E falamos de todas as áreas que mexem
com a vida comum: energia, transportes, agricultura e indústria. Todos estes
impactos redundam sempre no mesmo: no preço ao consumidor.
Enquanto Governos, empresas e
sociedade civil não se consciencializarem, de uma vez por todas, que já estamos
a sofrer no nosso dia a dia com os impactos severos das alterações climáticas,
nada mudará. As secas serão mais frequentes, os eventos extremos como tempestades
também e, pior, mais mortíferos. E todos, incluindo Portugal, não se prepararam
para lidar com este cenário. Como sempre, será ante as tragédias que ficaremos
preocupados. É um clássico que não surpreenderá ninguém. Mas tudo isso trará
mortes, e mortes que poderíamos evitar ontem e hoje, se atuássemos a montante.
Até lá, manteremos os discursos
bonitos dos Governos no que respeita à ação. Mas entre uma coisa e outra vai
uma grande distância, que acarretará consigo muito sangue derramado! E andamos
nisto, de COP em COP até ao desastre que chegará em força! Queremos continuar a
assobiar para o lado? Cada um que faça o seu exame de consciência.
Podcast de 31 de Agosto de 2026 na Antena Livre. OUVIR.

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