Estado social: privilégio, mas só para alguns

Este Verão ficámos a saber que o Governo alemão aprovou um projeto de lei a que chamou de “pensão de início precoce”, para que todas as crianças no país recebam, a partir dos seis anos, 10 euros mensais do Estado para a reforma até completarem 18 anos. 

Crédito da Foto: Matt Bennett na Unsplash (uso gratuito)


A medida, destinada a reforçar o sistema de pensões alemão, pode ainda ser complementada com contribuições dos pais para uma conta individual que possam criar para os filhos.

O ministro das Finanças alemão explicou bem como o Estado olha para o futuro dos jovens: quer que acumulem um património próprio ao longo dos anos e aprendem, assim, desde tenra idade, como funciona a previsão financeira nos mercados de capitais. 

Serve este exemplo para comparar com Portugal, onde o sistema de pensões funciona, claro, com um “dá cá” e depois, daqui a 40 anos, veremos qual será o “toma lá”. 

A literacia financeira e fiscal é um dos pontos mais importantes da vida de uma pessoa e das suas famílias. Portugal está longe faz médias europeias nesta matéria, e grande parte da população demonstra muitas dificuldades em conceitos básicos. Os cálculos da reforma é um deles. 

A juntar a isso, num país onde a média salarial é baixa, comparada com outros na Europa, o Estado que devia ser social, pouco ou nada faz para garantir um futuro (mais) digno aos seus cidadãos. 

O caso alemão, tal como os países do norte da Europa, que deviam ser modelo e copiados (mesmo que com outras nuances e limitações) parecem continuar apenas a servir mas…de “ouvidos de mercador”. É por isso que não saímos da cepa torta!

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