Setembro, o mês dos recomeços

Quando a 1 de janeiro se celebra a passagem do ano, há qualquer coisa de errada nessa data. 

Crédito da Foto:  Blessing Ri/Unsplash (uso gratuito)

Olhando para o ano inteiro, setembro encaixa melhor no mês dos recomeços. Pode ser da luz que começa a mudar, podem ser as manhãs que já trazem um certo frio escondido ou simplesmente essa sensação coletiva de que, depois de um verão inteiro a fingirmos que não temos pressa, chegou finalmente o momento de voltar. Voltamos ao trabalho, à escola, às rotinas, aos horários, aos cafés tomados à pressa e às manhãs em que o despertador volta a ter autoridade. Voltamos às cidades, às ruas conhecidas, às pessoas de sempre. Mas, curiosamente, raramente voltamos exatamente iguais. 

Em janeiro queremos transformar a nossa vida. Em setembro queremos apenas retomá-la e é em setembro que a maioria de nós decide fazer pequenas revoluções. Junte-se a isso o regresso às aulas, que revoluciona a vida de miúdos e graúdos e aí sim parece definir-se aquela linha de que setembro é mesmo o mês dos recomeços. A verdade é que depois das férias e da desordem, setembro devolve-nos a vontade de organizar a vida, e, quem sabe, de a desorganizar outra vez com coisas que valham a pena. 

Setembro não promete milagres. Promete (re)começos. E, às vezes, é tudo aquilo de que precisamos.

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