«O PS só ganha eleições se os portugueses forem burros». A frase é de Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, o negociador do PSD no Memorando e actual quadro da EDP. Sim senhor, os portugueses só são inteligentes quando depositam o voto no quadradinho do PSD. Ao longo do tempo perdi muita consideração por Catroga. Um economista com valor, um homem que sabe do que fala, mas que, desde que lhe deram poder político [coisa que não tinha acontecido desde os tempos de Cavaco] que o homem parece um verdadeiro tontinho. Ah, e mandar calar Manuela fica-lhe mal. Porque antes dela, muitos outros deviam estar calados. A começar por si. Não quer que fale das reformas vitalícias e dos salários milionários do privado, pois não Dr.? É fácil falar quando não se vive com o salário mínimo, nem se está desempregado e muito menos quando se nasceu num berço de ouro. E por aqui me fico que já falei demais.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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