Se dúvidas existissem, a notícia, a confirmar-se, que o DN
hoje traz, é gravíssima. Miguel revlas controla, decide e manda no Executivo de
Pedro Passos Coelho. Diz o diário que está em marcha no gabinete do Ministro
dos Assuntos Parlamentares um documento intitulado ‘Estratégia para a Racionalização dos Centros
de Dados da Administração Pública’. Ora tal documento propõe que toda a
informação referente ao Estado seja gerida por uma empresa privada. Se a medida
seguir em frente, como assim parece, informações estatais como dados da Defesa,
da Segurança Interna e do Serviço de Informação serão armazenadas numa coisa
designada por cloud computing [uma nuvem tecnológica que guarda conteúdos na
Internet)]. Ou seja, uma excelente notícia para os jornalistas – já incumpridores
à deriva por cá – e que coloca informações em segredo de Estado à mão de
qualquer cidadão. Um perigo que molda claramente aquilo que este Governo
entende por «refundação». Já aqui se escreveu que há áreas na tutela do Estado
que não nos chocam que sejam privatizadas, já que a sua gestão pode ser mais
correcta nas mãos de privados. Contudo, há matérias que não podem nem devem
sair da esfera pública: Saúde, Educação, Justiça e Segurança são, para mim, as
áreas intocáveis onde só o Estado deve intervir. Mas Relvas continua imparável
no alto do seu estatuto de perigosidade. Não foi remodelado, ninguém no Governo
o pára e, pior, continua afincadamente na sua tarefa ditatorial de pôr e dispor
no que bem entende. Assim vai o país. Com homens e destinos destes, não há
mesmo Estado que resista.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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