Muitos podem achar uma chatice, outros, porém, certamente que terão mais um canal em sinal aberto. Não irá, obviamente, ser concorrente da «Casa dos Segredos» nem sequer da «Gabriela». Contudo, o Canal Parlamento, que começa as suas emissões regulares a partir de 3 de Janeiro, que estará activo 10 horas diárias no canal 5 da grelha da TDT, é muito bem-vindo. Infelizmente, foi pelas piores razões que os eleitores se aproximaram dos eleitos nos últimos anos. Contudo, o escrutínio, aberto e universal a todos, é fundamental, para percebermos todos melhor a irresponsabilidade que lavra permanentemente nos discursos políticos da «casa da democracia» mas também para podermos escolher melhor quem queremos que nos represente. Ainda que saiba que o Canal será visto por poucos, é uma boa notícia, e a qual sempre defendi. Assunção Esteves, que preside ao hemiciclo, fez-me a vontade.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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