Partilhas. Tweets. Likes. Até que ponto estamos dependentes das redes sociais? Por que chegámos até aqui? Onde criamos as linhas vermelhas da sensatez, da dependência e do vício?
Tudo isto está a descoberto, de forma simples, crua, e muito dura, no novo documentário da Netflix - no ranking diário - e que assisti ontem à noite.
'O Dilema das Redes Sociais'. Assim se chama o documentário que desfaz tudo aquilo que concebemos, nos primórdios, de plataformas como o Facebook ou o Instagram, por exemplo.
Que consequências daqui virão? Que impacto terão nas novas gerações, dependentes das redes?
As plataformas digitais tornam-se cada vez mais essenciais para nos mantermos ligados uns aos outros, e figuras de Silicon Valley - co-fundadores e especialistas digitais de todas as redes - revelam-nos, neste documentário, como as redes sociais estão a reprogramar a civilização, expondo o que se encontra do outro lado dos nossos ecrãs.
Mais do que vos maçar, deixo-vos aqui alguns tópicos que fui apontando na minha cabeça à medida que via:
- Barras de atualização de informação
- Publicidade
- Identificação de fotos
- Disciplina, pirataria de crescimento - equipas de engenheiros cujo trabalho é piratear a psicologia das pessoas, para terem mais utilizadores e ampliar as redes
- Experiências com os utilizadores, "somos ratos de laboratório para outros ganharem dinheiro"
- Aprovação social
- Perfeição
- Popularidade frágil
- Depressão
- Ansiedade
- Padrões irreais de beleza - nos EUA há adolescentes a fazerem cirurgias mediante os padrões de beleza do Instagram...(surreal)
- Redes = "Chucha digital" para compensar medos, problemas, ansiedades
- Inteligência artificial, algoritmos, manipulados para o sucesso, que nos controlam
- Manipulação
- Fake news
- Eleições, podridão das democracias atuais.
Se isto não é assustador, o que será? A este propósito escrevi há uns tempos um artigo aqui no blogue sobre as redes. Recordo-o hoje porque este documentário apenas e só vem comprovar aquilo que, há muito, as redes provocam em mim.
Vale a pena ver e sugiro que o vejam em família, com amigos ou, somente, sozinhos. Até sozinhos, vale a pena, pese embora seja mais duro.
Ler Artigo: Facebook, a economia de mim
Deixamos o trailer oficial do documentário:
Comentários