As (novas) Presidências Abertas de Belém

O Presidente da República começa o seu mandato com a primeira Presidência Aberta que se realiza esta semana nas regiões da zona Centro, nomeadamente nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém, e que foram afetados pelas tempestades de Fevereiro passado. 

Crédito da Foto: Facebook António José Seguro

O objetivo, avançou a Presidência da República, passa por ouvir as populações, testemunhar os impactos das intempéries, e aferir necessidades de resposta e recuperação das zonas sinistradas. 

António José Seguro recupera o modelo instituído por Mário Soares, em Belém, no final dos anos 80. É certo que este Presidente sempre se assumiu próximo dos portugueses, manifestando preocupação com os seus problemas. E replicar, em 2026, as Presidências Abertas é um sinal do que quer e mostra também ao que vem. 

Num tempo em que as pessoas, sobretudo no Interior, se sentem cada vez mais abandonadas, onde impera a desertificação, o abandono e a ausência de rejuvenescimento, o impulso dos territórios rurais e de Baixa Densidade, é fundamental para criar confiança entre o poder de Lisboa e as populações que estão longe da capital e que sentem, como ninguém, os efeitos da Interioridade. 

António José Seguro tem nas mãos a capacidade de transformar a sua Presidência numa identidade própria. 

Agora que começa, com sangue novo e frescura, um novo tempo no Palácio de Belém, o Presidente pode e deve injetar essa energia e esperança num País que precisa disso como “de pão para a boca”. 

Cumprir promessas é igualmente importante. Durante a campanha eleitoral, Seguro tinha prometido que, se fosse eleito, faria a primeira Presidência aberta na zona Centro, fortemente afetada pelo mau tempo. Cumprir a palavra dada é honrar o compromisso e o respeito que merecem os eleitores e os portugueses. Que seja capaz e que, nos próximos cinco anos, não se vergue aos interesses das elites e do Litoral. 

O Interior, que Seguro tão bem conhece, precisa de protagonismo, de impulso e de revitalização. O Chefe de Estado tem nas mãos o poder de colocar estas populações no centro das prioridades políticas. E o Povo, pode ser brando, mas não esquece. Eu, por cá, também não!

*Podcast de 6 de abril de 2026, na Antena Livre. OUVIR.

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