O vício do jogo

São negras as notícias que nos chegam diariamente sobre o vício do jogo. A dependência em Portugal não pára de crescer e começam a ser assustadores os números oficiais. E falam por si. 

Crédito da Foto: Pixabay (uso gratuito)


Os casos de pessoas em tratamento por dependência de jogo em Portugal cresceram cerca de 118% nos últimos dois anos. O alerta foi lançado recentemente pela nova presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências, Joana Teixeira, que aponta a publicidade agressiva e a influência de criadores de conteúdo digital como fatores críticos para este aumento. 

Não falamos apenas das raspadinhas, Euromilhões ou jogos da sorte que se compram no quiosque da nossa rua. O problema é muito maior e mais profundo. Vai desde os casinos aos negros jogos online, onde tudo começa bem e, na maioria das vezes, acaba na ruína. 

Mentiras, manipulações, depressões, vem tudo em catadupa. 

Até ao Verão irá abrir, em Lisboa, o primeiro centro para tratar pessoas com dependência do jogo, e isso é uma boa notícia para ajudar quem está sem luz no fundo do túnel. 

Esta realidade, tantas vezes camuflada, não só por quem entra no vício, como pela sociedade, começa a ser assustadora, e estas pessoas precisam de ajuda, bem como as suas famílias, que nestes processos sofrem tanto ou mais e que são arrastadas também para situações complexas em que as suas vidas se destroem como um castelo de cartas. 

O Governo, e bem, dá o primeiro passo com a criação deste centro, mas falta mais. Nomeadamente a consciência política de que Portugal tem um novo problema social em mãos! Saberemos lidar com ele? Só há um caminho, encará-lo de frente e sem medos nem preconceitos, sob pena de o custo ser maior no futuro!

Nota: Podcast de 20 de abril de 2026, na Antena Livre. OUVIR

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