Therians e a Humanidade em decadência

Chamam-se therians. E o fenómeno está a ganhar dimensão, sobretudo depois de ganhar maior visibilidade pública nos últimos meses, em particular após a emissão de reportagens e vídeos divulgados em vários países, nos quais jovens aparecem mascarados de animais ou a adotar comportamentos associados a determinadas espécies. 

Crédito da Foto: Pixabay (uso gratuito)


Diz-se por aí que se tratam de pessoas que se reconhecem como um animal em termos espirituais, instintivos ou psicológicos. Em Portugal levou até a Ordem dos Veterinários a emitir uma nota interna esclarecendo que em Portugal nenhum profissional recebeu um caso destes. 

Segundo a descrição usada pela Ordem, esta identificação pode “traduzir-se numa ligação profunda a uma espécie concreta e na adoção de comportamentos como andar de quatro, miar, ladrar ou usar máscaras e caudas”. 

A realidade é clara: em Portugal não há lei nenhuma que preveja qualquer estatuto jurídico de ‘identidade animal’. Ou seja, uma pessoa que se identifique como animal continua a ser, do ponto de vista legal, uma pessoa humana. 

A pergunta que se coloca é: era preciso explicar isto? Por mais que todas as escolhas sejam respeitáveis, há limites para a racionalidade. E, em minha opinião, a Humanidade, ou parte dela, está em decadência. Resta saber até que ponto nos levará.

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