De Abrantes a Diretor Nacional da PSP, Pedro Moura e os desafios à espreita!

Pedro Moura é o novo Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, substituindo Luís Carrilho, que segue para Paris onde irá exercer o cargo de Oficial de ligação, até agora ocupado por Magina da Silva também ele antigo Diretor Nacional. 



Pedro Moura é bem conhecido dos abrantinos e deixou marca, não só em Abrantes como ao longo de toda a carreira que construiu até hoje e que o levam agora à liderança máxima da PSP. 

Após concluir o Curso de Formação de Oficiais de Polícia, em 1992, foi em Abrantes que começou o caminho de sucesso, liderando a esquadra local, onde, por sinal, trabalhou com o meu pai, também agente da PSP, numa época em que a instituição e os seus problemas eram outros. 

É desses tempos que lhe conheço a perseverança com que se entregou à causa da segurança pública. Depois disso, trilhou um percurso que passou, entre outras funções, pelo Departamento de Armas e Explosivos, pelo Departamento de Operações, foi chefe do gabinete do Diretor Nacional e somou nomeações e representações internacionais na União Europeia e nas Nações Unidas bem como várias medalhas de serviços distintos. 

Formado em Ciências Policiais pela Escola Superior de Polícia e pós-graduado em Gestão de Civil de Crises, ocupava atualmente o cargo de coordenador-geral da Unidade de Fronteiras e Estrangeiros desde a criação desta estrutura, em junho de 2024. 

Acompanhei, até hoje, o seu percurso dentro da PSP. Cedo se percebeu que a sua entrega foi sempre empenhada, trazendo um novo espírito fulcral para a instituição. Carrega consigo a experiência acumulada no terreno em várias dimensões, uma sensibilidade enorme ante os problemas e tem uma vantagem que, para mim, é óbvia: ainda é jovem e pode devolver à PSP a esperança para um novo tempo, em que os dilemas mais dramáticos podem ser vencidos, ou, pelo menos, atenuados. Se o conseguirá? Não sabemos. Mas será seguramente uma figura consensual para milhares de agentes que, diariamente, se confrontam com realidades complexas que vão desde os salários às condições profissionais, sociais e emocionais dos seus pares. 

Que lhe corra bem é o que lhe desejo! E que tenha a coragem para enfrentar o mais duro dos bloqueios: o embate político e orçamental que irá encontrar!

Podcast/Crónica de 12 de outubro de 2026, na Antena Livre. OUVIR. 

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