De acordo com um relatório publicado pelo Banco Central Europeu (BCE), a percentagem de trabalhadores que utilizam a Inteligência Artificial (IA) passou de 26% em 2024 para 52% em 2026.
Mas este aumento não se repercute em produtividade, já que o mesmo documento indica que os ganhos da IA estão distribuídos de forma desigual, sendo mais significativos na programação informática, na análise de dados e na automatização de tarefas repetitivas. A sua utilização é depois mais modesta em utilizações comuns, como a pesquisa de informações ou a redação de textos.
Já aqui o dissemos e é importante referir de novo: a IA entrou nas nossas vidas, mas carece ainda de muito aperfeiçoamento, não só ao nível da maturidade tecnológica como do ponto de vista dos utilizadores, que muitas vezes utilizam a IA de forma cega, sem crivo e sem conhecimento.
É fundamental que empregadores e Governos reforcem, pois, a formação, de forma a facilitar o acesso às ferramentas e para que se possa explorar plenamente o potencial da IA em termos de produtividade.
Só uma utilização consciente e segura dos modelos permitirá rentabilizar o trabalho e maximizar o tempo das tarefas e necessidades. Sem esse binómio não haverá coesão e muito menos uma capacitação eficaz que permita aos trabalhadores fazer mais em menos tempo e com ganhos visíveis.
Portugal fala do assunto, mas ainda não deu passos firmes nesse sentido. Até lá, uma utilização racional e defensiva é o melhor remédio!

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