Começo a olhar para as redes sociais de maneira diferente. Quer dizer não é bem de maneira diferente, apenas uma constatação que todos nós já tínhamos, com uma pequena nuance: agora temos provas e escritas de que os políticos que temos são o espelho da sociedade em que mergulhamos. A novela de José Lello a chamar «foleiro» ao Presidente no Facebook é sobejamente conhecida. Mas o bate-boca facebookiano estaria bem longe de terminar. É que o economista Nogueira Leite decidiu vir também escrever o que pensava sobre o assunto naquela rede social. Escreveu Nogueira Leite: «José Lello é um cibernabo». Lello, toca a responder: «Nogueira Leite pertence àquela classe de transfugas políticos, ditos independentes que, saltitando, apenas visa 'abifar uns tachos', pois ideologia é coisa que arde sem se ver. Agora, aderiu a Passos Coelho, perdão, ao PSD. Já se via até ministro. Azar dele! As expectativas de vitória caíram para perspetivas de derrota. Depois, alienado, passou de protegido do chefe para um papel secundário, o de bardo de Asterix! Quem é o nabo, quem é?». Resposta pronta do social-democrata: «é imbecil considerar cibernabo um insulto». Assim são os políticos que nos governam. E que tal irem todos dar uma curva sem regresso, hein?
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

Comentários