Ouvido esta tarde, na estação de metro do Cais do Sodré, em Lisboa: «então bom feriado». A frase, dita em sorrisos naturais, saiu de uma mulher, que aparentava uns 40 anos, e foi dirigida a uma colega/amiga de quem se despedia ao fim do dia. É por estas e por outras que a greve pode ter vários significados. As massas são isto, compostas de todas as formas. Amanhã, a greve geral em Portugal, contará, dizem os sindicatos, com a adesão de milhares. Muitos vão trabalhar. De todas as formas possíveis e como podem, já que nos principais centros urbanos, chegar ao local de trabalho será tarefa muito difícil. Outros farão greve. Seja como for, há muita mentalidade preguiçosa que vai precisar de muitos anos para ser erradicada. Sobretudo os que usam a greve para ter mais um dia ant-trabalho no calendário, ainda que isso custe uma folha salarial no fim do mês mais magra.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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