Faz
este sábado, 2 de abril, 40 anos que o país passou a orientar-se de acordo com
uma nova Constituição. Sete revisões e muitas violações depois, na verdade, e
mesmo que imperfeita, é a Lei Fundamental que nos rege. Tantas vezes mudada e
no preâmbulo continua a persistir a intenção de um «caminho
para uma sociedade socialista». Muitas coisas no documento estão desatualizadas
mas esta, à luz do mundo em que vivemos hoje, é daquelas que continua a
incomodar-me mais, como cidadã. Simplesmente porque já não faz sentido algum. Se é certo que muito do que está na Constituição da
República Portuguesa nunca foi cumprido na íntegra (e na prática), nomeadamente
ao nível dos direitos dos cidadãos e dos trabalhadores, também é certo que
muitos portugueses nunca leram o documento de fio a pavio. E, pelo menos uma
vez na vida, deviam fazê-lo. Não conhecer a Lei que nos rege a todos nos
atos da vida em sociedade é, pois, algo que nos deixa reféns de qualquer
intuito de lutar por aquilo que somos e queremos ser. Apesar das imperfeições, é o documento que temos. E faz este sábado 40 anos.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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