A perda é algo para a qual nenhum ser humano está preparado. Quando ela chega, cada um de nós, reage à sua medida. Da forma que sabe. Da maneira que as emoções ditam. Quando a perda chega em dois dias seguidos, a nossa dimensão torna-se pó. Fazemos uma retrospetiva da nossa vida. Questionamos tudo: Deus, a nossa Existência, o sentido da Vida. Pessoalmente, já tive perdas insuperáveis na minha vida. Com o tempo e os anos, aprendemos a viver com a dor, a sobreviver sem aqueles que nos são queridos, a continuar a amar de outra forma, com medos maiores e sentimentos que nos empurram para um barril de pólvora chamado VAZIO. Por estes dias, volto a esse embate. E sei que tenho de continuar. Com a minha Vida. Mantendo-me de pé para auxiliar os que precisam de mim. Não há volta a dar. A morte a vida são uma e a mesma árvore com faces diferentes, que se impõem da melhor e da pior forma possível.
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

Comentários