Sábado, 17 de junho, à mesma hora do inferno de Pedrogao, assistia ao começo de um incêndio em Abrantes. Devido ao local onde me encontrava, vi, durante duas horas, como progrediu. Vi relâmpagos e raios tenebrosos durante uma hora, debaixo de 46 graus. Vi um céu preto formar-se e ventos incontroláveis numa conjugação de fatores climáticos impossíveis de combater. Vi dois helicópteros a abastecer em desespero no rio Tejo para ajudar no combate às chamas. O que eu vi ontem em Abrantes não é possível descrever, de nenhuma forma, com nenhuma palavra. Chama-se impotência humana. Naquele momento, jamais imaginei que um Inferno maior descia aos corações de amigos que tenho em Castanheira de Pêra. Rezo por vós, reza um país inteiro em choque. #ac@prayforpedrogao#
Há
uma semana, quando a minha crónica na Antena Livre estava no ar, ainda não
havia noção da tragédia dos incêndios desse fim de semana.
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…
Depois, bem, depois, todos sabemos que números nos bateram à porta.
Não vou falar do que aconteceu, nem ajuizar as atitudes políticas. Tudo isso já foi falado, escrito, debatido, de uma forma tóxica até pela sociedade portuguesa.
Quero antes dar-vos o testemunho de alguém que assistiu, in loco, à recuperação, à reconstrução, ao caminho do futuro. Porque é disso que se trata imediatamente após tamanha tragédia. Vivi-o na pele em Agosto com a minha família e assisti de novo ao reerguer de gentes que merecem tudo.
Quero falar-vos de Nuno Pereira, fundador da Lusoberry, empresa que se dedica à produção de mirtilos e inovação dos seus derivados, em Oliveira do Hospital, região terrivelmente afetada pelos incêndios de há uma semana. O Nuno e a sua família viveram este drama por dentro, com amigos e família em perigo, assistiram à tragédia naquelas duras hora…

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