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| 📸 João Tavares |
Sou filha do Tejo. Tive o privilégio de nascer numa cidade onde o rio é companheiro. E dos melhores. Mas quando a Natureza obriga, as suas margens e o seu leito, não pedem licença para entrar. Há pelo menos duas décadas que não me recordo de um Inverno assim na Província da minha Vida. Conhecemos bem os perigos. Por que já por eles passámos noutras temporadas. Sabemos, de cor, como se comporta o nosso Tejo, rio que nos une, que nos abraça e que corre, vagarosamente, para o mar. Mas hoje, o cenário é este. E as barragens estão neste momento a debitar 7.200m3/s, que já estão a ter impacto nas zonas ribeirinhas por onde corre o nosso querido Tejo. Sei que estamos preparados para lidar com o que ainda aí vem. E que a segurança e proteção das pessoas é o objetivo central de todos, a começar nos abrantinos. Aconteça o que acontecer, sairemos disto, como no passado. E recomeçaremos mais uma vez. A todos os portugueses que, de Norte a Sul, por estas horas passam por provações como esta, que tenham a coragem de resistir.
🌍 Abrantes, 05 de fevereiro de 2026.

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