Edgar Morin morreu este sábado, aos 104 anos. O filósofo do «pensamento complexo», carregado de um profundo humanismo, participou na Resistência antinazi, e partiu lúcido como merecia.
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| Crédito da Foto: X de Emmanuel Macron |
A França, mas também a Europa (e o Mundo), perderam hoje um dos seus maiores intelectuais, que nos ajudou a entender o século XX e o início deste. Filósofo, sociólogo, pensador do meu tempo, que me acompanhou sempre ao longo da minha vida, refletiu sempre sobre o Mundo que o rodeava em contracorrente da sociologia tradicional e apresentou-nos o seu pensamento sobre o ser humano a partir dos dados da ciência.
Deixa-nos neste final de maio de 2026 com uma lucidez invejável do alto dos seus 104 anos, tendo mantido até ao fim uma vida literária ativa. Um dos últimos, o extraordinário “De guerra em guerra: de 1940 à Ucrânia”, em que abordou todos os conflitos que testemunhou no seu século de vida, desde a II Guerra Mundial até à invasão da Ucrânia em 2022.
Hoje não partiu apenas um dos nossos melhores pensadores, partiu também uma referência intelectual da minha vida. E quando eles partem, o vazio instala-se, numa espécie de retardamento dos factos e acontecimentos. Que a viagem seja leve, querido Edgar!

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