Hoje, para falarmos com qualquer empresa (em especial as grandes), não há número de assistência que nos valha. Perdemos horas ao telefone a clicar em números consoante o assunto e, após longas esperas, remetem-nos para assistentes virtuais, e, não contentes, para humanos, em formato web. Tudo em chat.
Onde é que nós perdemos a Humanização? Em que ponto da vida é que chegámos aqui? Tudo isto tem um preço: destruição de postos de trabalho, péssimo atendimento e menosprezo pelo cliente. A IA não é boa quando utilizada para destruir o melhor que temos, a relação contratual e a resolução de problemas. É que depois de muito tempo nisto, o problema não ficou resolvido, ficando nós a aguardar um contacto.
E agora a pergunta para 1 milhão: os mais velhos, os nossos pais e avós, resistirão a isto? É que eu, que tenho agilidade, conhecimento e paciência, quase não resisto. E assim vamos nós neste maravilhoso mundo da tecnologia onde interessa apenas a prestação que pagamos ao final do mês, por via de um compromisso contratual. O problema é que já nem para o vizinho do lado podemos mudar, como antigamente. Porque ao lado os processos são iguais. Somos sempre nós o elo mais fraco da cadeia.
E é com isto que temos de lidar e resolver assuntos. A espuma, essa, sai pela boca, resta saber por onde sairá a ira quando o problema se resolver de viva voz.

Comentários